Paulistanos estão mais pessimistas

0
10


Os paulistanos estão mais pessimistas neste fim de ano. É o que revela o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da Fecomercio, que, em dezembro, apresentou o pior resultado do ano. O índice atingiu 127,7 pontos, número que é 5,1% menor que o verificado no mês anterior.

O presidente da Fecomercio, Abram Szajman, acredita que a aceleração no preço de alimentos, a alta nos preços das passagens de ônibus e metrô e o elevado endividamento do consumidor, especialmente os que ganham até três salários mínimos, contribuíram para este resultado. “O comprometimento da renda dos paulistanos poderá ser uma ducha de água fria nos gastos, neste Natal”, explica.

Segundo dados do ICC da Fecomercio, o otimismo do consumidor caiu tanto em relação à situação atual quanto à futura. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede o grau de otimismo do consumidor quanto ao presente, registrou 121,7 pontos, com uma variação mensal de -3,0%. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que indica o sentimento da população quanto ao futuro, registrou 131,7 pontos, com uma queda de 6,4% no mês.

Os mais pessimistas são: os homens, os consumidores com renda inferior a dez salários mínimos e os que têm menos de 35 anos. Szajman observa que, caso não haja melhoras efetivas nas variáveis econômicas, o paulistano deverá conter o otimismo também em 2007.

Desempenho em 2006 – O ICC da Fecomercio iniciou o ano sob um clima positivo, sustentado pelas taxas de juros decrescentes e pelo esfriamento da crise política. Como reflexo da onda de violência que tomou conta da cidade de São Paulo, o índice registrou quedas entre os meses de junho, julho e agosto, de 2,87%, 0,06% e 4,45%, respectivamente. Em maio, a pesquisa apontava 138,7 pontos, melhor resultado desde abril de 2005 (141,9 pontos).

“O aumento pontual dos rendimentos do trabalhador, decorrente das políticas de transferência de renda implementadas pelo governo, bem como a ampliação das linhas de crédito, contribuíram para melhorar o humor do paulistano”, avalia Szajman.