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Paulistanos pesquisam nos canais digitais antes da compra  

Matheus Lemos, cofundador da Jumppi

Estudo revela os hábitos dos moradores na cidade, sendo a maior parte dos respondentes pertencentes à classe C1 

No processo de busca da informação antes de realizar uma compra, 83,5% dos paulistanos preferem canais digitais. Além disso, 56,1% preferem ir a uma loja física, o que mostra que as pessoas ainda prezam pelo contato com o vendedor ou o produto para fazer uma reclamação ou mesmo uma troca. As informações fazem parte do estudo divulgado pela Jumppi Pesquisa & Inteligência, empresa do grupo empresarial Matter&Co, revelando os hábitos de consumo entre os residentes da cidade de São Paulo de 18 anos ou mais. 

De acordo com Matheus Lemos, cofundador da Jumppi e responsável pela pesquisa, a pesquisa teve como objetivo compreender as preferências relacionadas à jornada do consumidor e os hábitos de compra associados a produtos como alimentos e bebidas, vestuário, equipamentos esportivos, eletrodomésticos e mobiliário na capital paulista. “Foi constatada uma preponderância dos canais digitais na hora da busca de informações e comparação das alternativas. É possível utilizar os canais digitais a qualquer hora e qualquer dia no conforto de casa, para fazer a comparação de toda a gama de produtos disponíveis no mercado e isso facilita tanto em termos de preço, avaliação e entrega”. 

No entanto, ainda segundo o executivo, “no momento da compra, a preferência dos paulistanos pela loja física aumenta, isso pode se dar pelo menor risco de fraude durante o processo de compra, o tratamento mais individualizado realizado por um bom vendedor e a possibilidade de testar o produto e sair com ele na mesma hora. E a pesquisa mostra também que os homens preferem ir a uma loja física, enquanto as mulheres optam por utilizar os canais digitais, entre as diferentes razões, se avaliarmos a questão do tempo para as mulheres que constantemente vivem em jornadas duplas, o que pode limitar o tempo livre para conseguir ir às lojas físicas”. 

Segundo a sondagem, pessoas com mais de 50 anos também têm preferência para ir a uma loja física fazer compras. A desconfiança e falta de facilidade para usar a internet podem justificar essa preferência. Além disso, há a questão da fidelidade com relação a profissionais e marcas específicas e a preferência por um atendimento mais personalizado. Na busca por assistência técnica, embora a maior parte prefira ir a uma loja física, tem um contingente considerável de pessoas que preferem canais digitais. 

A pesquisa foi realizada com todas as classes sociais, em que predomina a preferência pela loja física, com destaque para os 68,8% dos respondentes da classe C2. Na primeira situação existem fatores como afinidade com um profissional, a idade e a garantia do produto que podem ter um papel importante na preferência pelo presencial. No segundo cenário, as lojas têm um custo reputacional que faz com que elas sejam sensíveis às demandas de trocas, assistência e avaliações negativas, procurando entregar um bom serviço de pós compra. No entanto, existem dificuldades logísticas nesse processo, dado a abrangência que o comércio online pode ter em termos territoriais. 

Quando se perguntou aos entrevistados sobre a preferência por canais on-line ou lojas físicas para uma série de produtos, os eletrodomésticos se destacam como produtos que as pessoas preferem comprar de maneira online, são produtos que, quando possuem a mesma função, são muito semelhantes e cuja satisfação não está ligada a uma experiência sensorial do seu uso, mas as características técnicas. 

O estudo mostra, ainda, que mulheres e pessoas de 30 a 49 anos têm maior preferência por comprar eletrodomésticos on-line, por questões relacionadas ao ciclo de vida e às razões apontadas anteriormente. Por fim, a pesquisa revelou uma preponderância dos canais digitais entre todas as classes, com exceção à C2. “Para esta, a busca por transações mais seguras e a retirada imediata dos produtos pode ser entendida como um fator mais relevante do que para as demais na hora de comprar eletrodomésticos”, concluiu Lemos.

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