Pela última esperança de melhoria

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O ano de 2014 ainda nem acabou, mas para muitos já é certo que ele não foi satisfatório na questão de vendas. São recorrentes os índices sendo divulgados informando sobre a queda na compra e confiança dos brasileiros. Porém, as esperanças ainda não estão perdidas, varejistas apostam suas fichas de bons resultados nas datas sazonais do fim de ano, como o Natal e o Black Friday, que acontece no próximo dia 28. “O Black Friday vem se tornando o principal evento do varejo on-line no Brasil”, conta Pedro Guasti, diretor executivo do E-bit. “No ano passado, que foi a quarta edição do evento, em um único dia, ele faturou R$ 770 milhões, representando um número oito vezes maior do que a sexta-feira imediatamente anterior.”
Por isso, seja para os consumidores ou para os vendedores, a data traz uma motivação muito grande. Para os primeiros, é a chance de conseguirem aproveitar os descontos e promoções para adquirirem aquilo que desejam, já para as empresas é a oportunidade de aumentarem as vendas, “queimarem” seus estoques e conquistarem novos públicos. “A gente acredita que agora, em 2014, as empresas também devam acelerar as suas vendas e os consumidores também vão adotar essa promoção, como uma grande oportunidade para fazer negócios”, acrescenta o executivo. Mais do que uma salvação nas metas de vendas, o Black Friday ainda é uma estratégia de venda para os lojistas. Servindo como uma ferramenta de marketing, o evento permite que os negócios atraiam os consumidores por meio dos produtos que tiverem com descontos e, com isso, ainda têm a chance de vender outros que não fazem parte da promoção. 
No entanto, para que a data seja efetiva para as boas, é preciso que a empresa esteja preparada para a grande procura que o evento proporciona. “No ano retrasado houve um grande número de reclamações, principalmente, de consumidores que acabaram sendo enganados, porque algumas empresas agiram de má fé e aumentaram, primeiro, os preços para depois darem os descontos, e outras, pela grande concentração de vendas, não entregaram no prazo”, explica Guasti. Já na edição de 2013, a maioria das reclamações foi voltada ao fato de os sites não suportarem a quantidade de acessos.
Guasti indica que, primeiramente, o e-commerce deve se preparar antecipadamente por meio de negociações com os fornecedores, a fim de fazer ofertas vantajosas para os seus clientes. “Depois, a empresa tem que investir em reforço na operação, tanto em tecnologia, para que site não caia em um grande momento de acesso, como também conseguir processar o pedido, fazer o packing nos centros de distribuição e com os parceiros logísticos, para que entreguem no prazo prometido”. Aos que estiverem prontos para o dia, o alívio pode estar garantido, pois o executivo afirma: neste ano, é esperado que o Black Friday tenha um faturamento de R$ 1,2 bilhões e crescimento de 56%, em relação ao ano passado.

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