Por favor, identifique-se!

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Autor: Ricardo Aquino

 

Muitos devem se lembrar da cena de algum filme em que a personagem passa por um processo de identificação por leitura das digitais ou da íris dos olhos para acessar um sistema. Esta visão de identificação de uma pessoa – de maneira inequívoca – para acesso a dados de forma segura, é a idéia partilhada por muitos sobre como o mercado de TI trata a questão do gerenciamento de identidade.


Entretanto, a gerência de identidade na área de TI é bem mais antiga. Desde os primeiros sistemas baseados em Mainframes, as senhas e os níveis de acesso dos usuários podem ser considerados uma forma de garantir que as informações sejam entregues somente para pessoas devidamente autorizadas. Com a evolução tecnológica e o advento de ondas como a microinformática, a identificação a partir de senhas e atribuição de níveis de acesso deixou de ser a forma mais eficiente para se reconhecer um indivíduo.


Agora, a gerência de identidade (do inglês: Identity Management – IM), ganha importância nas organizações e deixa de ser uma peça de ficção científica para ser um item fundamental nas estruturas de TI.


Neste novo contexto, a complexidade dos sistemas e o emaranhado tecnológico tornaram-se um grande desafio para os desenvolvedores e artífices das tecnologias de segurança de acesso. Quem nunca se perdeu numa teia de senhas necessárias para a identificação na rede da empresa, no acesso aos sistemas ou no acesso bancário?


A partir desse grande desafio de “ocultar” a complexidade e aumentar a segurança, o gerenciamento de identidade ganhou mais importância e, conseqüentemente, maior investimento. Os principais fabricantes de tecnologia passaram a tratar o assunto como prioritário em seus produtos e buscaram, de maneira mais consistente, oferecer mais valor nessa área.


No estágio atual, o gerenciamento de identidade está voltado a garantir que os usuários possam se conectar aos serviços que utilizam diariamente de maneira mais simples e segura. Busca-se eliminar uma série de senhas e níveis de acesso ainda utilizadas atualmente. Além disso, existe uma grande preocupação em agregar avanços na área de identificação do indivíduo, para que essas tecnologias sejam complementares e impenetráveis.


O avanço no gerenciamento de identidade permite que os fabricantes de produtos básicos para uma infra-estrutura de TI introduzam características que há pouco eram caras e inviabilizavam qualquer tipo de implementação. Já é relativamente comum vermos sistemas de banco de dados com várias características de gerenciamento de identidade e até mesmo sistemas operacionais e notebooks com Log-In via identificação da impressão digital.


O gerenciamento de identidade é uma realidade cada vez mais próxima de pessoas e empresas e um caminho sem volta. Até o menos tecnológico dos seres vai se deparar com uma forma de identificação associada a uma tecnologia de gerenciamento de identidade, seja para acessar seu banco ou para entrar em um prédio. Estamos mais próximos de vivenciar cenas verdadeiramente Hollywoodianas em nossas vidas cotidianas. Assim, não se intimide: identifique-se!


Ricardo Aquino é gerente da Célula de Soluções e Inteligência Competitiva da B2Br.