Preços praticados pelo varejo registram alta

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Os preços praticados pelo varejo de São Paulo subiram 0,42% em maio, ante alta de 0,41% em abril, segundo dados do Índice de Preços no Varejo (IPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Esta é segunda maior variação do ano, perdendo apenas para janeiro, quando a elevação foi de 0,44%. No acumulado de janeiro a maio, o avanço é de 1,52% e na comparação com o mesmo mês do ano passado, a variação é positiva em 1,93%.


No comparativo maio a abril, dos 21 grupos analisados pelo IPV, apenas sete registraram queda. Com alta de 0,98%, ante os 0,32% vistos em abril, o grupo de supermercados foi o responsável pela contribuição mais significativa no resultado positivo do IPV. No acumulado do ano a atividade apresentou alta de 2,51%. As baixas temperaturas que prejudicaram as safras de vegetais, o aumento das exportações e o encarecimento do preço do milho nos mercados internacionais foram os responsáveis pela elevação do mês. Já o setor de combustíveis e lubrificantes diminuiu o crescimento e apontou elevação de 0,64% em maio, ante os 1,94% de abril. Esta desaceleração é resultado da antecipação da moagem da próxima safra de cana-de-açúcar. A expectativa para o segmento é de que a safra seja recorde.


O setor de padarias apontou alta de 0,83% em maio. Mais uma vez, o bom desempenho dos produtos lácteos no mercado internacional e as elevações no preço do milho acabaram influenciando o aumento nos preços de produtos derivados do leite. Frios e laticínios (2,47%), bebidas (0,48%) e panificados (0,38%) foram os principais responsáveis pela alta da atividade. O aumento dos medicamentos ocorrido em 31 de março foi o principal influenciador do segmento de drogarias e perfumarias, que acusou elevação de 0,63% em maio. Outros grupos que acusaram elevação em maio: floriculturas (3,57%), relojoarias (0,93%), material de construção (0,77%), móveis e decorações (0,39%), livraria (0,36%), veículos (0,26%), material de escritório e outros (0,26%), óticas (0,17%), vestuários, tecidos e calçados (0,11%).


Do outro lado, o segmento de eletroeletrônicos foi responsável pela maior contribuição negativa no índice, registrando queda de 2,27%. No acumulado do ano a atividade também apresenta queda de 4,7%. A valorização do real frente ao dólar continua sendo a principal justificativa. Todos os subgrupos que compõem o segmento apontaram queda: produtos de imagem e som (-1,91%), informática (-2,36%) e telefonia (-3,76%).


Já o grupo de feiras apontou a queda de 1,73% em maio, a segunda consecutiva de 2007. O motivo é a menor procura de hortifrutis no inverno, o que influencia a queda nos preços. O segmento de açougues apresentou queda de 0,67% em maio. Outros grupos que acusaram retração em maio foram autopeças e acessórios (-0,61%), eletrodomésticos (-0,22%), CDs (-0,09%) e brinquedos (-0,08%).