Procuram-se executivos

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O Renaissance Executive Forums – braço brasileiro da organização internacional, que há seis anos atua na formação e manutenção de grupos de executivos, está procurando novos sócios no Brasil. André Kaufmann e Antonio Clóvis Alves, que lideram a organização no País, ajudam donos de empresas, ou seus principais executivos, a compartilhar problemas, expor dúvidas e temores sem rodeios e sem medo de que as informações saiam do círculo restrito de executivos onde os trabalhos são realizados.

“Na realidade, tentamos ajudar os executivos ou donos de empresas a minimizar os efeitos de um mal ainda pouco conhecido no Brasil, mas muito difundido nos Estados Unidos, que se chama ´a solidão do poder´. Essa solidão fica extremamente evidente na hora da tomada de decisão. É exatamente o momento onde empresários e altos executivos não podem contar com ninguém”, explica Kaufmann. Exatamente para atuar nesse nicho de mercado é que o Renaissance foi criado. “O nosso objetivo é socorrer os solitários do poder. Temos um programa para atendê-los, no qual o principal objetivo é compartilhar os problemas vividos no cargo e, dessa forma, diminuir a solidão da função”, completa.

Os empresários que participam se reúnem uma vez por mês, ouvem palestras e debatem seus problemas. Essas reuniões mensais, de acordo com Kaufmann, são divididas em três partes e em geral duram cinco horas. Elas sempre acontecem no escritório de um dos integrantes e na primeira parte, chamada de foco educacional, acontece uma palestra de cunho educativo onde um palestrante escolhido pelos organizadores apresenta um tema de interesse geral e é sempre questionado pelos participantes. Já foram apresentados temas como ética, gestão e até formas de prevenção de stress.

A segunda parte, que segundo Kaufmann, normalmente é a mais rica, apresenta um case concreto de um dos membros do grupo, que expõe a sua dificuldade ou oportunidade, sendo ouvido pelos demais participantes que, posteriormente, dão um retorno tentando ajudar o expositor a resolver sua questão. A última parte da reunião é uma mesa redonda onde se discute as questões abordadas durante do dia.

Todo final de ano é realizado um workshop de dois dias, onde os participantes fazem um balanço do ano que passou e traçam as metas profissionais e pessoais para o ano seguinte. “Eles saem do seminário com um cartão, que normalmente cabe na carteira, com os objetivos resumidos do que pretendem fazer e também do que não querem mais fazer nos próximos meses. Depois, o cumprimento ou não desses objetivos pré-estabelecidos depende de cada um”, finaliza Kaufman.