QualiBest destaca pesquisa de mercado via internet

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O Instituto de Pesquisas Virtuais QualiBest, realizou um estudo sobre pesquisa de mercado via internet, entre outubro e novembro de 2002, com 100 executivos e profissionais ligados às áreas de marketing, comunicação e pesquisa, e detectou que entre os que já tiveram experiência com esse método, 31% a consideram muito boa; 20% consideram satisfatória e boa; 14% acharam interessante; 14% razoável e suficiente. Outros 14% não gostaram e 7% não sabem avaliar.

A pesquisa quantitativa foi apontada por 50% dos entrevistados como a mais adequada para ser realizada via internet, 39% avaliam que o método é adequado tanto para quantitativa quanto para qualitativa; 9% afirma que é mais adequada para pesquisas qualitativas. O questionário via e-mail foi apontado por 80% dos entrevistados como a técnica mais conhecida para pesquisas via internet; 73% destacaram o questionário acessado por link; 70% apontaram os grupos de discussão e 28% citaram a entrevista de profundidade online.

Como principais vantagens da pesquisa de mercado e opinião via internet, 78% deram destaque para o processamento de dados automático e imediato; 68% apontaram o custo menor como vantagem, outros 68% destacaram o prazo menor e 66% a abrangência nacional imediata. A ausência de comportamento não-verbal foi apontada por 62% como uma das principais desvantagens da pesquisa online; 61% apontaram a dificuldade de controle sobre a identidade dos participantes; 53% destacaram a ausência da expressão emocional dos participantes; 52% apontaram como desvantagem base de internautas ainda pouco significativa no Brasil. Apenas 10% não vêem nenhuma desvantagem. “As pessoas atrás de um computador são bem mais verdadeiras, vão direto ao ponto sem rodeios, além de não existir um líder na sala ” , diz Daniela Daud, diretora do Instituto QualiBest.

A pesquisa de mercado via internet vem sendo bastante utilizada nos EUA e na Europa há vários anos, mas isso ainda não ocorre no Brasil. O baixo índice de penetração é a causa apontada por 45% dos entrevistados. Desse total, 37% acreditam que o principal problema é a falta de hábito e cultura; 14% apontam a falta de credibilidade da internet como meio e 10% alegam que os internautas não têm tempo para preencher pesquisas. Apenas 2% acreditam que no exterior a pesquisa virtual é mais comum porque lá os preços são mais baixos. Com relação a viabilidade da pesquisa via internet no Brasil, 63% destacaram a garantia do controle amostral como condição necessária. A disponibiliade de cadastro de internautas fidelizados e de perfil conhecido foi apontada por 57%. Outros 57% ressaltaram o respeito à privacidade dos internautas.

Com o intuito de evitar fraudes, o QualiBest só realiza pesquisas com usuários cadastrados, depois de checar o CPF e confirmar dados por email. “Além disso, nós controlamos o endereço IP para certificar que apenas uma pessoa por computador preencha a pesquisa. O usuário também precisa colocar login e senha antes de respondê-la”, ressalta Daniela, defendendo a técnica. A diretora destaca também a viabilidade de realizar pesquisas com o banco de dados do cliente. “A pesquisa é enviada por e-mail e a cada 100 enviados para nossa base, 30% respondem. Trata-se de um índice alto, uma vez que o usuário aceitou receber convites para participar de pesquisas via e-mail quando se cadastrou” , afirma.

Outro índice levantado pelo estudo mostra que 51% dos participantes nunca contrataram e nem acompanharam pesquisas pela internet. O principal motivo apontado foi o baixo índice de penetração do serviço, que não permite a exploração do meio em todas as classes sociais. As classes A e B foram apontadas por 50% e 47%, respectivamente, como o público mais acessível para se realizar uma pesquisa via internet. Os jovens de 18 a 25 anos foram apontados por 46% dos entrevistados. De acordo com Daniela apesar de apenas a classe AB ser representativa na internet, a maioria dos produtos de consumo atingem esta classe.

A diretora do InstitutoQualiBest destaca ainda que uma pesquisa online pode ser 50% mais rápida e com custo menor que uma tradicional e também aponta a facilidade de participar e acompanhar uma discussão pela internet. “Executivos que não compareceriam a uma sala de espelho, participam de um chat e assim, um presidente ou diretor pode participar de uma Discussão Digital sem sair de sua casa ou escritório”, explica.

Para 50% dos entrevistados os hábitos de compra são uma das aplicações possíveis para esse tipo de pesquisa; 46% apontaram a construção e avaliação de sites, 44% acreditam que os hábitos de mídia sejam a principal aplicação, outros 44% citaram os hábitos e atitudes e para 38% os hábitos e avaliação de e-commerce. “A pesquisa online se adequa ao público coorporativo, pois a internet está 100% nas empresas de médio e grande porte de todo Brasil ”, conclui Daniela .