Quem é o cliente de material de construção?

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A Anamaco divulgou nesta quarta-feira, 03 de dezembro, os resultados de uma pesquisa realizada em parceria com a Latin Panel, que analisou o comportamento do consumidor de material de construção em 8200 lares brasileiros. A amostragem representa 82% da população domiciliar brasileira e 90% do potencial de consumo do país. O estudo abrange 20 segmentos, entre eles cimento, argamassa e tintas, e foi desenvolvido no terceiro trimestre do ano. Ele traça um panorama geral do perfil do consumidor e as suas mudanças de comportamento em função de tendências que se consolidaram, como a maior participação da mulher no mercado de trabalho, o envelhecimento da população e a mudança de perfis das famílias brasileiras.

 

“Decidimos realizar essa pesquisa porque entendemos que o consumidor tem um bolso único e, neste sentido, os nossos concorrentes são os outros setores da economia como turismo, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, automóveis. Há uma lógica setorial que diz que quando as pessoas gastam menos com essas coisas, elas passam a investir mais na casa própria. Quisemos apenas confirmar ou não essa tese”, explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

 

A Pesquisa Anamaco/Latin Panel apontou ainda que o consumidor brasileiro teve um gasto médio de R$ 1.344,20 com material de construção em 2007, e que 77% das residências do país precisam de algum tipo de reforma ou construção. No entanto, um terço da população nunca fez reforma. O local mais reformado da casa foi o dormitório – 60% da população reformou o cômodo nos últimos seis meses. Para as classes AB as reformas ocorreram em sua maior parte nas áreas externas da casa, enquanto que nas classes DE os destaques foram a cozinha e o banheiro. O estudo indica que 1 a cada 3 lares brasileiros pretende reformar ou construir nos próximos seis meses e que 34% da população pretende gerir a própria obra. Já 65% pretende solicitar ajuda a um profissional.

 

A pesquisa também traçou um retrato do local em que a população compra materiais de construção, divididos pelas categorias básico, de acabamento, compras de reposição e compras de urgência. Em todas as categorias as lojas de bairro tiveram um grande destaque. Nos materiais básicos, elas representam 52% dos locais de compra, já nos de acabamento, respondem por 41%, enquanto que as lojas especializadas por 48%. Nas compras de reposição, as lojas de bairro têm 58% do total, e, nas de urgência, 52%.

 

“O Brasil é composto em 98% por pequenas e médias lojas. Não tínhamos dúvidas de que elas teriam força nessa pesquisa. Mas é importante entender o perfil do consumidor que compra nessas lojas, o que ele procura. A pesquisa também apontou que o consumidor brasileiro está mais informado e que lê freqüentemente anúncios em jornais e revistas, assiste às propagandas da televisão, guarda os folhetos de promoção. Aí pode estar a resposta para este painel”, declara Conz. O fator de escolha das lojas também aparece no levantamento. As lojas de bairro, em geral, são escolhidas pela localização, preço e facilidade de pagamento. Já os home centers têm como principais diferenciais o preço e a variedade.

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