Recorde no volume de cheques sem fundos

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Estudo nacional da Serasa – empresa de pesquisas, informações e análises econômico-financeiras – aponta recorde no volume de cheques sem fundos a cada mil compensados, em março de 2006. No terceiro mês deste ano, foram devolvidos 24,3 cheques sem fundos a cada mil compensados, o que representa uma alta de 20,9% em relação a fevereiro de 2006, mês que registrou 20,1 cheques devolvidos por mil compensados.

O índice de março de 2006 é o maior já registrado desde 1991, ano em que foi criado o indicador da Serasa. O recorde anterior pertencia a março de 2005, mês em que foram registrados 20,8 cheques sem fundos a cada mil compensados. Na comparação março de 2006 com março de 2005, houve um aumento de 16,8% no volume de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados.

De acordo com o levantamento, foram compensados 166,5 milhões de cheques em março de 2006, dos quais 4,0 milhões, devolvidos por falta de fundos. Em março de 2005, o total de compensações havia sido de 170,4 milhões de cheques e de devoluções, 3,5 milhões. Já em fevereiro deste ano, foram devolvidos 2,5 milhões de cheques sem fundos, de um total de 124,1 milhões de compensados, em todo o país.

No trimestre – Segundo o estudo da Serasa, no primeiro trimestre de 2006, foram devolvidos 21,3 cheques sem fundos a cada mil compensados. Em relação ao mesmo período de 2005, quando verificou-se 17,4 cheques devolvidos por mil compensados, houve uma alta de 22,4%. No acumulado dos três primeiros meses de 2006, foram compensados 447,9 milhões de cheques, dos quais 9,5 milhões voltaram por falta de fundos. De janeiro a março de 2005, o número de cheques compensados totalizou 492,2 milhões, contra 8,5 milhões de cheques devolvidos.

Para os técnicos da Serasa, o crescimento do volume de cheques devolvidos a cada mil compensados no primeiro trimestre de 2006 está relacionado ao maior comprometimento da renda dos consumidores com os parcelamentos assumidos em prazos mais longos no Natal de 2005, e por conta do aumento no volume de crédito concedido em todas as modalidades. A concentração de impostos e despesas característicos do início de ano (IPTU, IPVA, matrículas e compra de material escolar) também dificulta o orçamento doméstico e tem o momento mais crítico em março, o que faz com que sazonalmente o mês registre o maior índice de cheques sem fundos do ano.

No entanto, apesar da inadimplência com cheques em março ser alta na série histórica desse meio de pagamento, ela ainda é baixa em relação ao mercado, pois 24,3 cheques devolvidos a cada mil compensados significa 2,43%.