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São Paulo, Brasil - 29 de janeiro de 2022, 01:19

Responsabilidade corporativa

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Autor: José Macedo

 

O crescimento da economia do País, atrelado à aquecida procura pela capitalização no mercado de ações (com ofertas acionárias primárias e secundárias por empresas de grande e médio porte na Bolsa de Valores) deu às companhias brasileiras uma idéia de como é negociar e viver em um mercado globalizado. Com mais e mais executivos interessados em ingressar no chamado novo mercado, algumas práticas se tornaram fundamentais e um novo “verbete” surge para atualizar o idioma destes profissionais: responsabilidade corporativa.


Trata-se de uma preocupação constante das empresas com a qualidade ética nas relações com as partes interessadas, sejam estas acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores, comunidade e até mesmo o Poder Público. Incorporando este conceito à missão da companhia, compreendendo e praticando tais valores no cotidiano da gestão, o processo pode refletir em um ambiente de trabalho mais produtivo, moderno e participativo.


Recente pesquisa da Oracle Corporation e da Economist Intelligence Unit, uma das divisões do The Economist Group, responsável pela publicação da revista The Economist, 85% dos executivos classifica a responsabilidade corporativa como central no momento da tomada de decisões e investimentos.


Desenvolvida para unificar estratégias e posições dos executivos, a responsabilidade corporativa tem hoje um papel fundamental nas corporações, pode ser dividida em três pontos fundamentais: comportamento ético dos profissionais, boa governança corporativa e transparência nas negociações. Para os investidores institucionais, a transparência nas negociações é ainda mais importante.


Mas por que as empresas devem integrar a responsabilidade corporativa em sua gestão estratégica? Porque em uma sociedade da informação e em uma economia globalizada, as corporações deparam-se cada dia mais com novas questões e desafios que pedem soluções abrangentes e sustentáveis. O sucesso econômico-financeiro não terá mais longevidade sem o atendimento equilibrado das demandas sociais e ambientais e o bom relacionamento com investidores, acionistas e clientes.


A questão também é facilmente relacionada a outros aspectos positivos resultantes da adoção desta postura pelas empresas como imagem institucional e marca mais valorizadas, maior lealdade dos públicos interno e externo e melhor administração de riscos. O que faz a empresa aparecer mais – e melhor – para o segmento no qual está inserida.


A prática da responsabilidade das empresas não exclui o seu objetivo natural, que é o crescimento através do lucro. Mas preferencialmente o lucro saudável, em longo prazo, com riscos minimizados, gerado através de atuação sustentável e socialmente responsável.


José Macedo é presidente e CEO da Aon Affinity do Brasil.

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Segundo um estudo publicado este mês pela Oracle Corporation e pela Economist Intelligence Unit (braço de informações de negócios do The Economist Group, editora da revista The Economist), 85% dos executivos e investidores classificam a responsabilidade corporativa como uma preocupação central em suas decisões de investimentos. Esse resultado é quase o dobro do percentual identificado cinco anos atrás, o que demonstra o aumento da importância que os executivos atribuem à responsabilidade corporativa.
O estudo “A Importância da Responsabilidade Corporativa” entrevistou 136 executivos de diversos setores e 65 investidores, com o objetivo de examinar a influência da responsabilidade corporativa na comunidade de negócios global.
Três aspectos críticos da responsabilidade corporativa para os executivos entrevistados foram comportamento ético dos profissionais, boa governança corporativa e transparência nas negociações. Para os investidores institucionais, a transparência nas negociações corporativas foi ainda mais importante. Um total de 68% disseram ser esse um dos três aspectos mais importantes para a responsabilidade corporativa, seguido dos altos padrões de governança corporativa (62%) e comportamento ético dos profissionais (46%).
Além disso, 84% dos executivos e investidores entrevistados sentiam que práticas de responsabilidade corporativa poderiam afetar positivamente os resultados de uma empresa. Essas conclusões enfatizam a importância geral e a mudança no jeito de pensar sobre a prestação de contas. Os resultados dessa pesquisa também fornecem uma visão realista dos desafios e obstáculos da criação, administração e medição dos programas de responsabilidade corporativa e das responsabilidades dentro das organizações.
“Os executivos adotam uma visão bastante antiquada e inflexível da responsabilidade corporativa”, disse Nigel Holloway, diretor de serviços executivos para as Américas da Economist Intelligence Unit. “Eles sentem que a conduta ética nos negócios ajuda a sustentar sua empresa, mas que o trabalho de caridade e ligações com ONGs são objetivos menos centrais”, pondera o especialista.
Tendência entre as maiores – Um total de 25% de todas as empresas Global Fortune 500 já geram algum tipo de relatório medindo seus esforços ambientais, sociais ou de sustentabilidade. A maior presença da responsabilidade corporativa nas operações diárias está sendo atribuída a vários fatores, como a perda de confiança em grandes corporações, a globalização dos negócios, o movimento em direção à governança corporativa, a ascensão da importância de fundos socialmente responsáveis e as pressões competitivas.

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