Responsabilidade corporativa

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Autor: José Macedo

 

O crescimento da economia do País, atrelado à aquecida procura pela capitalização no mercado de ações (com ofertas acionárias primárias e secundárias por empresas de grande e médio porte na Bolsa de Valores) deu às companhias brasileiras uma idéia de como é negociar e viver em um mercado globalizado. Com mais e mais executivos interessados em ingressar no chamado novo mercado, algumas práticas se tornaram fundamentais e um novo “verbete” surge para atualizar o idioma destes profissionais: responsabilidade corporativa.


Trata-se de uma preocupação constante das empresas com a qualidade ética nas relações com as partes interessadas, sejam estas acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores, comunidade e até mesmo o Poder Público. Incorporando este conceito à missão da companhia, compreendendo e praticando tais valores no cotidiano da gestão, o processo pode refletir em um ambiente de trabalho mais produtivo, moderno e participativo.


Recente pesquisa da Oracle Corporation e da Economist Intelligence Unit, uma das divisões do The Economist Group, responsável pela publicação da revista The Economist, 85% dos executivos classifica a responsabilidade corporativa como central no momento da tomada de decisões e investimentos.


Desenvolvida para unificar estratégias e posições dos executivos, a responsabilidade corporativa tem hoje um papel fundamental nas corporações, pode ser dividida em três pontos fundamentais: comportamento ético dos profissionais, boa governança corporativa e transparência nas negociações. Para os investidores institucionais, a transparência nas negociações é ainda mais importante.


Mas por que as empresas devem integrar a responsabilidade corporativa em sua gestão estratégica? Porque em uma sociedade da informação e em uma economia globalizada, as corporações deparam-se cada dia mais com novas questões e desafios que pedem soluções abrangentes e sustentáveis. O sucesso econômico-financeiro não terá mais longevidade sem o atendimento equilibrado das demandas sociais e ambientais e o bom relacionamento com investidores, acionistas e clientes.


A questão também é facilmente relacionada a outros aspectos positivos resultantes da adoção desta postura pelas empresas como imagem institucional e marca mais valorizadas, maior lealdade dos públicos interno e externo e melhor administração de riscos. O que faz a empresa aparecer mais – e melhor – para o segmento no qual está inserida.


A prática da responsabilidade das empresas não exclui o seu objetivo natural, que é o crescimento através do lucro. Mas preferencialmente o lucro saudável, em longo prazo, com riscos minimizados, gerado através de atuação sustentável e socialmente responsável.


José Macedo é presidente e CEO da Aon Affinity do Brasil.