Revolução digital abre caminho para criptomoedas

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Se depender das criptomoedas, o câmbio, o IOF e outras tributações de transações financeiras internacionais serão coisas do passado. Afinal, o que propõem é algo completamente novo. Elas chegaram com o nome de paper concebendo uma forma de transferência segura de valores entre duas entidades, por meio de uma infraestrutura aberta, distribuída e que usa um software aberto (open source) pela internet. A partir de então, não pararam de crescer e, de certa forma, representam uma ruptura do sistema financeiro, já que é uma moeda global onde todos podem participar. Enquanto muitas empresas buscam disruptar seu relacionamento com os clientes, as criptomoedas pegaram a lição do crescimento da internet para traçar o seu caminho.
“A população não bancarizada no mundo é estimada em cerca de 40%, acreditamos que o movimento da economia do digital no mundo passará rapidamente por fornecer alternativas para inclusão social e econômica desses indivíduos. Hoje, já vemos cartão sofrendo uma transição para celulares e outros dispositivos conectados, e as novas gerações que habitam fundamentalmente nos meios digitais. Criptomoedas estão, com certeza, no centro desta evolução, como uma alternativa financeira global, segura e não governamental, com a tendência de adoção ainda mais rápida do que o que vimos na Internet”, aponta Juliana Assad, sócia da CoinWise.
Segundo ela, as vantagens não são somente para os e-commerces, já que as criptomoedas são uma forma global de pagamento, oferecem transações sem risco de fraude e condições comerciais mais competitivas. Apesar do Brasil ainda estar na primeira infância, Juliana diz que observa um aumento substancial da procura nos últimos seis meses. “O Brasil parece ser um celeiro de tecnologias de pagamentos nos últimos 15 anos. Houve uma mudança brutal de adoção, de competitividade e de amadurecimento deste setor. O cenário também é muito favorável para a cripto-economia, alta adoção de celulares/smartphones, boa penetração da Internet, grande população jovem ansiosa por novidades e tecnologia, anseio por globalização, altas taxas cobradas pelos incumbentes do setor de pagamento e um mercado enorme”, conclui.