Setor de eletrodomésticos sofre os cheques

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Levantamento feito pela Telecheque, empresa especializada na concessão de crédito, constatou índice de cheques sem fundos no segmento de eletrodomésticos de 3,21% neste primeiro mês do ano. O crescimento foi de 48,67% em comparação com janeiro de 2005 (2,16%), porém frente a dezembro (4,44%), o indicador significou queda de 27,77%.

“O final do ano costuma ser uma época de grandes negócios para o setor de eletrodomésticos, quando os consumidores entusiasmados com o 13º salário, ou impulsionados pelas diversas ofertas e promoções típicas da época de Natal, saem às ruas para renovar os aparelhos de suas casas por versões mais modernas “, explica José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque. “O segmento de eletrodomésticos é um dos mais procurados na época das festas, e com o alongamento expressivo do parcelamento concedido por este setor, em especial no último ano, é natural que a inadimplência fique num patamar mais elevado em 2006”, continua o vice-presidente.

Apesar do expressivo aumento na emissão de cheques sem fundos, os índices de fraudados e sustados diminuíram quando comparados com os de janeiro de 2005. O indicador de fraudados em janeiro deste ano foi de 0,09%, menor 46,52% em relação ao mesmo período do ano passado (0,16%). No entanto, na comparação com dezembro (0,05%) houve alta de 76,13%. “O aumento dos fraudados neste mês de janeiro é conseqüência do período de maior movimento nas lojas, quando os cuidados tendem a ser reduzidos”, analisa o executivo. O índice de cheques sustados (0,34%) caiu 24,26% frente a janeiro de 2005 (0,45%), e também 27,76% frente ao mês anterior (0,47%). Já o índice de roubados, de 0,16%, se manteve no mesmo patamar do registrado no mesmo período do ano passado.

“Num panorama geral pode-se dizer que o descontrole financeiro e as fraudes ocorridas nas compras de final de ano já começaram a refletir neste mês de janeiro. A boa fé dos consumidores ainda existe (a sustação dos cheques teve queda de 27,26% em comparação com dezembro) e o desafio agora é manter o controle, já que os parcelamentos coincidem com as contas de início de ano, como o IPVA, IPTU e assim por diante”, finaliza Praxedes.