Tecnologia da informação terá um ano de muitos desafios

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O ano de 2002 foi marcado pela busca do equilíbrio financeiro no setor da tecnologia da informação. Em meio à crise mundial, a maior parte dos projetos foi postergada e, em função disso, as desenvolvedoras de sistemas tiveram que rever seus processos, custos e formas de atuação. Em 2003, o segmento estará focado na otimização dos investimentos já feitos e terá como estratégia atuar na missão crítica dos clientes e na verticalização dos processos. Num período tão delicado como esse, em que a instabilidade financeira e mudança de governo assombram o setor, é preciso criar diferenciais competitivos para oferecer às empresas a melhor solução.

Acompanhando esse movimento, se o ERP é um sistema considerado saturado, a expectativa dos principais players é que em 2003 as empresas procurem fazer o up grade das soluções implantadas. A busca será por sistemas inovadores, como o ERP II, que tem como principal característica a colaboração, seja com clientes, parceiros, fornecedores ou funcionários. Um processo que foca a redução de custos, essencial para as companhias depois do árduo ano que passou.

Além disso, as promessas de campanha do futuro governo apontam para a necessidade de incrementar as exportações, só possível com competência e inovação. Condições garantidas pela tecnologia. Esse também será o ano de integração dos softwares de gestão com os Web Services. E o novo cenário exigirá que os desenvolvedores de ERP estejam aptos a atender essa exigência, que simplifica a forma de adquirir a informação e elimina o retrabalho. Para exemplificar o que isso significa, basta pensar na cotação do dólar.

Antes, dentro de uma companhia, cada departamento fazia seu levantamento. Com o ERP, as redundâncias acabaram, pois um colaborador ficava responsável pelo controle e cadastro da variação do dólar num banco de dados interno acessado pelos colaboradores. Com o Web Services haverá um gerador confiável da informação, como a Bolsa de Valores ou o Banco Central, que passará a fornecer esses dados às empresas, banindo o trabalho interno.

Na verdade, as empresas iniciarão um processo de renovação. A expectativa é que os sistemas de gestão eliminem o trabalho operacional das companhias dando vazão a cargos que sejam ocupados por colaboradores que pensem estrategicamente, uma arma para o mercado tão competitivo como o de hoje.

Herton Götz é vice-presidente da IFS Industrial & Financial Systems do Brasil.