Tendências para varejo em 2016

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Autores: Camila Tafarello Securato e José Roberto Securato Junior
 
Mais de 30 mil executivos de varejo, marketing, tecnologia e vendas marcaram presença, este ano, na 105ª Big Show realizado pela NRF (National Retail Federation). Algumas tendências para os próximos anos em varejo, e-commerce e serviços em geral ganharam destaques, como:
1) A “uberização” do mercado. 
As pessoas esperam resolver seus problemas com urgência, imediatismo, estando em constante estado de alerta. Existe uma pré-disposição de compartilhar ativos e infraestrutura para ser mais eficientes, tanto em termos financeiros, quanto com relação a tempo. Os consumidores estão a procura de experiências de consumo mais tranquilas, menos “intensas” e mais eficientes. Produtos que tragam sensação ou resolvam este tipo de problema.  
2) Vício por tecnologia. 
Sempre com um eletrônico por perto, nos wearables (dispositivos inteligentes vestíveis), no celular ou tablets, esses consumidores se tornaram multitasking (profissionais com capacidade de executar atividades simultâneas). Devemos saber lidar com esta atenção dividida, um vendedor muito atencioso, por exemplo, pode ser um incomodo e estar invadindo a vida pessoal do consumidor.
3) Valorização da experiência. 
O consumidor não quer comprar só um produto, ele quer ter a experiência com esse produto, que gerará boas memórias. A experiência inicia desde o primeiro contato com a marca, a fachada da loja, o cheiro, o atendimento, a disponibilidade online e offline, além do conceito da marca. Produtos customizados com experiências reais do consumidor, ao interagir com as marcas, são valorizadas.
4) Aplicativos versus Site. 
É essencial para as empresas a criação de aplicativos, pois o tempo despendido em celulares cresce a cada ano de forma exponencial. Mas o aplicativo deve ser útil, eficiente e divertido. Entretanto, fazer um aplicativo por fazer não levará o varejista a lugar algum. O aplicativo tem que trazer facilidades e praticidade para o processo de interação com a marca e compra de produtos. Quanto mais inteligência em interação das empresas com os consumidores e, personalização, o tempo despendido com a marca ganha importância.
5) Geração Millennials. 
Os Millennials, como é conhecida a geração nascida entre 1980 e 2000, está atualmente nos seus primeiros estágios de consumo – tendo grande impacto na economia. Sendo a primeira geração de nativos digitais, a afinidade com a tecnologia muda de acordo com a forma que eles fazem compras. O acesso instantâneo e a informações sobre os produtos, comparações de preços, experiências e “reviews” redefine a forma de promoção e publicidade.
O que mais ouvimos nas palestras e expositores do Big Show da NRF, transversalmente, é a questão de que os consumidores, cada vez mais, escolhem as empresas com o propósito que acreditam. A interrogativa do momento é “propósito”: por que a empresa existe? Qual a causa defendida e como a mesma impacta a vida de seus consumidores? O que trouxemos na bagagem de volta de NY foi uma revisão de conceitos e comunicação para deixar os propósitos mais claros: simples, transparentes e lógico, com o objetivo também de engajar as pessoas a consumir seu produto. Kevin Plank, CEO da Under Armour, marca de artigos esportivos que, recentemente fez uma aquisição de diversos aplicativos fitness e de bem-estar, concluiu sua apresentação com a mensagem: “o propósito da marca é promover uma vida melhor e mais saudável aos seus clientes, sem deixar de se esquecer de vender camisetas e tênis da Under Armour”.
Camila Tafarello Securato e sócia e diretora de marketing da Saint Paul Escola de Negócios
José Roberto Securato Junior é professor da Saint Paul Escola de Negócios e vice-presidente do Ibevar

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