Um novo ciclo no mercado móvel

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A determinação inédita da Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, suspendendo temporariamente a venda de chips e serviços de internet das operadoras Oi, Tim e Claro em alguns Estados surpreendeu usuários, operadoras e o mercado móvel em geral na última semana. Segundo o presidente da Agência, João Rezende, a medida foi adotada em razão do aumento nas reclamações por parte dos consumidores em todo o Brasil.

 

Essa movimentação abre um novo ciclo para oxigenar o mercado de telefonia, na avaliação de Marcel de Matos, diretor de negócios da integradora móvel Pure Bros. “A postura da Anatel consagra um momento decisivo de melhorias, qualificando produtos e serviços para os consumidores”, afirma. Para o executivo, o momento é um divisor de águas no setor, propício para investimentos e novas apostas. “A imposição de normas mais rigorosas dão mais estabilidade para as empresas investirem e operadoras ajustarem infraestrutura e atendimento ao cliente”, diz, acrescentando que a demanda por novos serviços aumenta, acompanhando a venda de aparelhos móveis.

 

A venda de smartphones no Brasil deve aumentar em 73% em 2012, segundo estimativas lançadas recentemente pela consultoria IDC. Durante o ano de 2011, foram vendidos no país aproximadamente nove milhões de unidades, um recorde. Para este ano o número de aparelhos comercializados deve passar dos 15 milhões. Em relação ao número de linhas ativas, a Anatel confirma 256 milhões atualmente.

 

Outro fator relevante que a decisão da Anatel deve impulsionar nas operadoras, é a oferta de mais serviços que recompensem o usuário. “A tendência é seguir o que o mercado Europeu faz muito bem, investir massivamente em programas de fFidelidade para estreitar o relacionamento com seus clientes através de bônus e promoções. Além de gerar valor agregado, reforça a competitividade do mercado, onde o grande beneficiado é o consumidor”, conclui Matos.