Unificação do varejo

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Mudanças no estatuto de entidades ligadas ao varejo, diminuição da carga tributária e maior representatividade do setor foram alguns dos temas debatidos durante o Congresso Brazilian Retail Week, que teve como tema Varejo em Transformação: Competitividade em Foco.
Ao lado de João Galassi, presidente da Apas, participaram do debate: o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers, Abrasce, Luiz Fernando Veiga; o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, CNDL, Roque Pellizzaro Franco; a presidente da Associação Brasileira de Franchising, ABF, Cristina Franco; o VP e coordenador geral do Conselho do Varejo – ACSP – Associação Comercial, Nelson Felipe Kheiraah e a diretora executiva da IDV, Fabíola C. Xavier.
“Precisamos ter uma voz única para fortalecer a união dos nichos, ou seja, um pilar único. Devemos ser a associação das associações”, afirmou Galassi. O presidente ainda condenou associações que permitem reeleições dos respectivos comandantes por muitos anos consecutivos e defendeu a transparência como fator primordial para a realização de um bom trabalho. “O setor supermercadista possui 92 bilhões de faturamento, enquanto no Brasil, o faturamento corresponde a 272 bilhões e 82 mil lojas, o correspondente a 6% do PIB. O consumo das famílias representa 64% do PIB do Brasil e 25% de São Paulo, além de empregar nove milhões de pessoas. Já está na hora de termos uma associação que nos represente”. “O setor vem amadurecendo muito, principalmente nos últimos 10 anos. Seria factível ter algo que pudesse nos unir”, ressaltou a diretora executiva da IDV, Fabíola C. Xavier.
A opinião sobre a necessidade da reforma tributária e a grande burocracia existente foi unânime no debate. “Valeria a pena brigarmos pela reforma tributária. Há muita burocracia e que toma o tempo dos pequenos, sendo que eles são o celeiro da mão de obra e ajudam o varejo a crescer”, afirmou Nelson Felipe Kheiraah. O presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, defendeu a união dos setores em prol do varejo. “Não estamos com tempo para ir ao ataque, por isso ficamos sempre na defensiva. Só queremos que o Governo nos deixe trabalhar”, afirmou.
 “Queremos continuar empregando para que se aumente o consumo das famílias. Atualmente, a cada cinco empregos, um é proveniente do varejo. Podemos ir além”, apontou João Galassi.