Varejo brasileiro segue em queda

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O desempenho das vendas no varejo se manteve negativo em março, de acordo com o SpendingPulse, relatório mensal da MasterCard sobre as vendas de varejo. Em março, as vendas totais (excluindo automóveis e materiais de construção) caíram 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No comparativo entre janeiro e março deste ano, houve uma queda de 5,3%. O porcentual revela uma melhora no quadro na comparação com o último trimestre de 2015, quando o declínio chegou a 8,9%. Uma semana antes da Semana Santa/Páscoa foi possível identificar uma ligeira melhora nos resultados, que voltaram a piorar depois das comemorações.
 Os setores com pior desempenho em março foram vestuários, móveis, eletrodomésticos e combustíveis. Por outro lado, artigos farmacêuticos, material de construção, supermercado e artigos de uso pessoal e doméstico cresceram acima do indicador de vendas totais. O e-commerce também foi prejudicado na análise geral das vendas no período e caiu 4,8% em março. O trimestre fechou com ligeira queda de 0,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os setores como farmacêuticos, móveis, hobby e livraria e vestuário apresentam resultado acima da média do canal de distribuição, enquanto o setor de eletrodoméstico está abaixo.
“A perspectiva de aumento da taxa de desemprego piora o ambiente para as vendas no varejo. O ambiente atual continuará terá forte impacto sobre o setor varejista nos próximos meses”, analisa Kamalesh Rao, diretor de pesquisa econômica da MasterCard Advisors.
Regiões brasileiras
A região Sudeste (-2,4%) apresentou desempenho acima da média. Enquanto Nordeste (-7,0%) Norte (-6,7%) e Centro-Oeste e Sul (-3,7%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, na comparação com o mesmo período do ano passado.