Varejo teve crescimento de 7,5% em 2010

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O varejo brasileiro teve seu melhor ano em 2010. Os números levantados pelo IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), pesquisa realizada mensalmente com os associados ao IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), revelam um crescimento de 7,5% nas vendas reais deste ano em comparação com 2009, que fechou com aumento de 3,6% em relação a 2008.


Ainda de acordo com o estudo, as vendas do comércio cresceram 9,5% em dezembro sobre mesmo mês do ano passado, e as perspectivas para 2011 começam bastante positivas, já que a projeção de crescimento real das vendas é de 9,2% em relação ao primeiro trimestre de 2010.


O segmento de bens não duráveis, como supermercados, hipermercados, farmácias, drogarias, perfumarias e alimentação fora do lar, novamente foi o que mais se destacou em dezembro, com crescimento de 13,2% em relação ao mesmo mês de 2009. É também o setor no qual se espera as maiores taxas de aumento em janeiro e fevereiro, 14,6% e 15% respectivamente.


O varejo de bens duráveis (móveis, eletrodomésticos, material de construção, entre outros) sinaliza que deve crescer em ritmo forte, a taxas de dois dígitos nos três primeiros meses de 2011. Em dezembro, este segmento fechou com crescimento de 9,2% nas vendas, e espera-se aumento de 10,2%, em janeiro, e 12,9%, em fevereiro.


O segmento de bens semi-duráveis, composto pelos setores de calçados, vestuário, livrarias e artigos esportivos, também prevê taxas de crescimento positivas no próximo trimestre. Em dezembro, as vendas foram 8,2% mais altas que no mesmo período do ano anterior.


O crescimento de todos os setores do varejo é resultado de uma conjuntura favorável para os principais fatores determinantes na decisão de consumo. Os últimos dados divulgados pelo Banco Central mostram taxa de juros a pessoas físicas em sua menor média mensal desde o Plano Real, 39,1% ao ano em novembro. Em dezembro, mais uma vez a confiança do consumidor alcançou seu maior patamar, desde que a Fundação Getúlio Vargas começou a realizar a medição no país. Já o mercado de trabalho segue aquecido, pois, em novembro, o IBGE registrou nova mínima histórica para a taxa mensal de desemprego, 5,7%.