Vendas diretas crescem 23%, diz Abevd

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O setor de vendas diretas no Brasil registrou crescimento de 23% no primeiro trimestre de 2004, segundo informações da Abevd (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), um crescimento real de 20% descontado a inflação do período, que foi de 3%. O volume de negócios foi de R$ 1.9 bilhão contra R$ 1.6 bilhão em 2003, houve ainda um aumento de 9,7% no número de revendedoras ativas. Neste período cerca de 1.3 milhão de pessoas comercializaram 210 milhões de itens, 17,6% a mais que no ano anterior. Lazer e serviços tiveram o maior aumento no desempenho de vendas, 56,82%, apesar de representarem apenas 0,28% de participação de mercado.
O setor de cuidados pessoais como cosméticos, perfumes, bijuterias e vestuário tiveram 88,18%, seguido pelo setor de cuidados do lar com 8,13% e os complementos nutricionais, com 3,41%. Todos os segmentos registraram crescimento de vendas em relação a 2003, cuidados pessoais, 23,08%, cuidados do lar, 18,44%; e complementos nutricionais, 8,13%.
Segundo o presidente da Abevd, Paulo César Quaglia, o crescimento expressivo do setor foi impulsionado pela busca das empresas por produtos de maior valor agregado. “Hoje esta é a grande tendência de negócios. As companhias estão investindo em artigos que assegurem maior rentabilidade”, diz o executivo. O resultado foi comemorado pela entidade, que acompanha o fortalecimento do setor no mercado.
“Este setor tem demonstrado crescimento constante e sempre acima da inflação nos últimos dez anos”, afirma Quaglia, acrescentado que o balanço positivo é fruto da luta por uma carga tributária mais justa, que permite às companhias associadas melhorar e estruturar suas estratégias de crescimento no País.