Visão precisa mudar para equidade de gênero

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Realizada pela Unilever, em parceria com a The Female Quotient (TQF), o estudo “The Unstereotyped Mindset” (Pensamento Livre de Estereótipos) mostra que os estereótipos de gênero, as convenções sociais e os vieses inconscientes são os principais obstáculos para acelerar o processo de igualdade entre homens e mulheres. A pesquisa foi realizada em dezembro de 2016 com mais de nove mil pessoas em oito países – Argentina, Brasil, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Quênia, Turquia, UK, sendo 50% homens, 50% mulheres, 50% com idade entre 18 e 35 anos e 50% com mais de 35 anos.
O estudo mostra que é preciso repensar a divisão de trabalho doméstico, rever as atitudes no mundo dos negócios e revolucionar a comunicação de marcas e produtos. Ele também conclui que a maior parte dos entrevistados, três em cada quatro, acham que a responsabilidade por promover uma mudança de atitude é dos líderes seniores. O estudo mostra ainda o papel significativo da propaganda neste processo: 70% dos entrevistados acreditam que o mundo seria melhor se as crianças de hoje não fossem expostas a estereótipos de gênero na publicidade.
“O último Relatório de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, apresentado em outubro de 2016, mostra que podemos demorar até 170 anos para alcançar igualdade entre homens e mulheres. A comunidade empresarial tem o papel de fomentar, acelerar e liderar esse processo. Precisamos combater os estereótipos que limitam homens e mulheres tanto no ambiente de trabalho como fora dele”, Marina Fernier, vice-presidente de foods da Unilever Brasil.
DADOS DA PESQUISA
– Enquanto 47% das mulheres afirmam que a distribuição desigual das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos é um obstáculo para a equidade de gênero, apenas 36% dos homens concordam com isso;
– 61% acreditam que as mulheres se distraem com frequência por questões relacionadas à família/filhos. A porcentagem cai para 29% em relação aos homens;
– 72% acreditam que as mulheres são pouco representadas nos cargos de liderança devido ao “corporativismo masculino”;
– 70% concordam que o mundo seria melhor se as crianças não fossem expostas a estereótipos de gênero (tanto femininos, quanto masculinos) em campanhas de marketing;
– 60% dos homens concordam que o retrato que a publicidade faz – tanto de homens como de mulheres – é baseado em estereótipos.
INFORMAÇÕES BRASIL
– 56% acreditam que as empresas promovem mulheres para cargos de liderança para transmitir a percepção de equidade;
– 58% das mulheres se sentem pressionadas a ignorar mal comportamentos dos homens em relação a elas;
– 56% concordam que convenções sociais – como a de que existem trabalhamos tradicionalmente femininos e que a mulher é responsável pelos cuidados com a casa e com a família – são as principais barreiras para o desenvolvimento econômico da mulher.