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Brasil ainda tem volume de crédito baixo

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Em maio houve aumento de 9,36% no volume de cheques devolvidos em relação ao mês anterior e também um significativo crescimento no número de títulos protestados – no período, foram contabilizados 845.757 protestos, contra 793.856 no mês anterior. Os dados são da Equifax, empresa  informação e inteligência para decisão e gestão empresarial, que considera a concessão de crédito um obstáculo que precisa ser superado, assim como o aumento da inadimplência.

 

Hoje o volume de crédito no Brasil está em 42,6% do PIB, do qual um terço desse volume corresponde ao crédito direcionado (crédito subsidiado para financiamento da safra agrícola, da política imobiliária e financiamento da expansão industrial, concedidos pelo Banco do Brasil, CEF e BNDES). Já o crédito livre representa 29,9% do PIB. No entanto, para a Equifax, deveria chegar a pelo menos 60%, como ocorre em alguns países desenvolvidos.

 

De acordo com a empresa, o problema em questão é a falta da cultura de crédito no Brasil. “Uma boa parte das instituições financeiras que atuam no País ainda não estão acostumadas a lucrar com operações de crédito, enquanto a maioria da população também sofre com a falta de acesso a financiamentos, empréstimos e outros serviços de crédito”, aponta.

 

Mas esses cenários negativos devem mudar com a aprovação do cadastro positivo. “Além de reduzir expressivamente as taxas de juros, ele deve impulsionar a expansão do volume de crédito, sobretudo para a população de baixa renda – cujos integrantes muitas vezes não têm vínculo empregatício e, portanto, tem mais dificuldade em conseguir comprovar renda e adquirir crédito”, opina a Equifax.

 

A expectativa da empresa é que, com a aprovação do cadastro positivo, cresça o volume e a qualidade do crédito no Brasil, que, além de reduzir os juros, também deverá aumentar os prazos de pagamento. “A consolidação das mudanças na cultura de concessão de crédito no País ocorrerá em pelo menos um ano, quando o foco para os empréstimos deixará de ser o setor público e se estenderá às pessoas físicas e jurídicas. Nesse prazo, os spreads bancários deverão recuar bastante e o prazo médio para pagamento dos financiamentos subirá significativamente – de 273 dias para pessoa jurídica e 491 dias para pessoa física, para cerca de 700 dias e 1.400 dias respectivamente”, conclui.

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