Controlar prazos é essencial para o sucesso

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As operações das empresas geram um ciclo – compra, vende, paga  e recebe. E, para evitar que as contas saiam do controle a empresa precisa comprar com um prazo maior para que não enfrente problemas no caixa.  Para efeito, é importante conhecer todos os custos, elaborar um orçamento, acompanhar categoricamente o fluxo das entradas e saídas de caixa, manter um controle interno eficiente e nunca esquecer do planejamento, orienta Braulino José dos Santos, consultor da Contmatic Phoenix, empresa de tecnologia da área contábil.

 

Quando o caixa vai mal e a empresa corre risco de quebrar, é possível perceber os sinais que o próprio caixa emite, de acordo com o consultor. Para evitar que chegue a esse ponto, o ideal é que a empresa compre sempre com o prazo de múltiplos de dez dias e venda pelo prazo de múltiplos de sete dias. Esta regra facilita à empresa estar sempre com o seu caixa em ordem. “É interessante comprar com prazo de dez, 20, 30, 40 dias e/ou, ainda existe  a possibilidade da duplicata vencer no sábado e o pagamento poder ser  pago na segunda-feira. Enquanto que, com múltiplos de sete dias, os vencimentos acontecerão sempre em dias úteis, exceto se a empresa opera nos finais de semanas”, exemplifica. Ele ressalta ainda, que a metodologia facilita a elaboração do fluxo de caixa eficiente e ajuda na formação do capital de giro.

 

Santos reforça ainda que, se as contas já estão no vermelho, o que cabe é uma revisão para entender o que desencadeou tal situação. “Como exemplo à redução das vendas, a empresa começa a atrasar os seus compromissos com fornecedores, funcionários e, frequentemente descontam as duplicatas para pagar as contas, devido à ausência de capital de giro para manter a sua atividade operacional. É preciso rever os processos e verificar a rentabilidade dos produtos e serviços, pois o motivo da situação pode ser a falta de conhecimento dos seus custos e da lucratividade do que se vende”, evidencia.

 

Liquidez e rentabilidade

“As empresas devem ter liquidez e rentabilidade. A primeira trata-se da facilidade de transformação em dinheiro – descontar duplicata, por exemplo. E, rentabilidade é a margem de contribuição do produto para pagar os custos e gerar lucro”, explica o consultor.  “Se eu vendo sem lucro, significa que eu posso ter liquidez pela facilidade de descontar as duplicatas, mas é um risco, pois não há rentabilidade. Este é um exemplo típico entre os quais as empresas ficam endividadas e quebram”, frisa o executivo.

 

Questionado sobre alternativas, ele destaca duas opções para os empresários saírem de uma crise financeira: aumentar as receitas ou reduzir os custos.  “O empresário deverá rever estes conceitos e o que pode fazer para solucionar os problemas financeiros. Precisa também, ter uma visão mais ampla de sua atividade e talvez mudança do ramo de atividade ou, ainda, inserir outros produtos ou serviços”, finaliza.