Crédito atinge R$ 2,8 tri em junho

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O crédito total do sistema financeiro, incluindo operações com recursos livres e direcionados, atingiu R$ 2,8 trilhões em junho de 2014, conforme relatório mensal do Banco Central do Brasil divulgado em 29 de julho. O volume cresceu 0,9% em relação a maio e 11,8% em comparação com o mesmo mês de 2013.
O total de crédito destinado à pessoa física somou R$ 1,32 trilhão em junho, o que representa um crescimento de 1% na passagem de maio para junho e de 14,3% na comparação anual. Desse total, destaque para os recursos livres, que chegaram a R$ 758,5 bilhões, com crescimento de 0,3% em relação a maio e crescimento de 5,8% em 12 meses.
O saldo dos cartões de crédito chegou a R$ 144,2 bilhões em junho, crescimento de 14,8% quando comparado com o mesmo período de 2013 e 0,4% na comparação mensal. A participação do saldo dos cartões em relação ao volume total de crédito de recursos livres à pessoa física subiu de 17,5% para 19%, entre junho de 2013 e junho de 2014, maior ganho de participação desde 2010.
Em junho, o saldo de cartões em operações sem juros cresceu 15,1% em relação ao mesmo período de 2013, chegando a R$ 102,8 bilhões – o que representa 71,3% de todo o volume de cartões de crédito no mês. Isso significa que o consumidor usa cada vez mais o cartão como meio de pagamento, usufruindo o prazo de até 40 dias sem juros para pagar a fatura e o parcelado sem juros da loja.
No âmbito das transações com juros, aumenta a participação do parcelamento da fatura e da compra parcelada com juros, que cresceram em conjunto 21,3% na comparação anual e hoje representam 29% do saldo de cartões com juros (a fatia era de 27,2% em junho/13). O crédito rotativo, por sua vez, cresceu 11,6%, mas perde espaço ano a ano, resultado do uso cada vez mais consciente do cartão e de ações preventivas dos emissores, incentivando a educação financeira e disponibilizando linhas de crédito alternativas, como o próprio parcelamento da fatura.
O índice de inadimplência dos cartões de crédito em junho ficou em 6,7%, mesmo índice de maio, permanecendo, portanto, entre os menores patamares da série histórica.