Crédito para capital de giro cresce 2,4% em maio

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Entre as modalidades de crédito destinadas a pessoas jurídicas, os empréstimos para capital de giro aumentaram seu ritmo de expansão, atingindo R$ 330 bilhões este mês, com crescimentos de 2,4% no mês e 18,1% se comparado ao mesmo período do ano passado, de acordo com a nota oficial publicada hoje pelo Banco Central.

 

Dentre as requerentes do crédito destacam-se as pequenas e médias empresas. De acordo com o Banco Central o movimento se dá impulsionado por melhores condições em termos de taxas de juros, prazos e limites de contratação, bem como por perspectivas de maior dinamismo da atividade econômica no segundo semestre.

 

Já as operações de crédito para pessoas físicas crescem 1,9% e totalizam R$ 263 bilhões em maio. Ainda segundo o Banco Central, o crescimento se deu impulsionado pelos empréstimos consignados. Por outro lado, observa-se a redução da utilização de crédito em modalidades com taxas de juros mais altos como cartão de crédito e cheque especial, ambas com retração de 2,8% no mês.

 

Segundo a publicação oficial, a diminuição no custo do crédito ocorreu em ambos os segmentos de tomadores, com destaque para os empréstimos às famílias, que registraram recuo de 3 pontos percentuais (p.p) na taxa média, fixando-se em 38,8% ao ano, a mais baixa da série iniciada em julho de 1994. No segmento de empresas, a taxa média situou-se em 25% a.a., com redução de 1,3 p.p.

 

No mesmo sentido, os spreads bancários – diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e a taxa cobrada dos consumidores – assinalaram reduções de 2,4 p.p. no crédito a pessoas físicas e de 0,7 p.p. nas operações com pessoas jurídicas.

 

A inadimplência do crédito referencial, considerados os atrasos superiores a noventa dias, alcançou 6% em maio, após elevação de 0,1 p.p. no mês. A taxa relativa às operações com pessoas físicas subiu 0,2 p.p., atingindo 8%, enquanto a de pessoas jurídicas permaneceu estável em 4,1%.

 

A taxa média de juros das modalidades que compõem o crédito referencial atingiu 32,9% ao ano em maio, após reduções de 2,2 p.p. no mês e 7,1 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o menor patamar registrado na série histórica iniciada em junho de 2000.