De volta à boa fase?

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Até pouco tempo atrás, o mercado imobiliário teve um período bastante aquecido na economia brasileira. No entanto, assim como outros setores, a crise econômica que marcou presença no país, principalmente, em 2015, fez com que esse mercado passasse por um momento de grandes desafios. Mas o cenário pode mudar. Otimista, o vice-presidente de habitação da Caixa, Nelson de Souza,acredita que esse ano deve iniciar um novo bom período para o setor. “Acreditamos que, após termos um período de ajustes tanto por parte do setor financeiro quanto da indústria da construção civil, em 2016 se dê início a um movimento de reaquecimento gradativo do setor habitacional”, responde.

Souza afirma que novas formas de viabilizar a compra de imóveis serão importantes para garantir o sucesso do setor em 2016. “A viabilização de novas fontes de recursos, como por exemplo, a securitização do crédito imobiliário, bem como por meio da Letra Imobiliária Garantida (LIG), será muito importante para garantir a continuidade do ciclo imobiliário virtuoso verificado ao longo desses últimos anos”, diz. Ações do governo e das instituições financeiras já têm sido tomadas no sentido de voltar a aquecer o mercado imobiliário. “Do lado dos bancos e do Governo Federal, várias ações já estão em curso, com o objetivo de ampliar a oferta de recursos para o crédito imobiliário, por meio de soluções de mercado”, completa o executivo.

Com um estoque grande de imóveis já construídos, o foco nesse ano deve ser vender o que já está no mercado, ao invés de priorizar novas construções, segundo o executivo. “O mercado imobiliário, em 2016, continuará o processo de ajuste verificado principalmente a partir de 2014, com uma maior calibragem em termos de novos lançamentos e foco prioritário na comercialização de estoques de imóveis prontos”, pontua. No caso das habitações sociais, que englobam imóveis de valor até R$ 225 mil, Souza comenta ainda que o volume de comercialização deverá ser maior e que o volume de crédito para este tipo de compra não deve sofrer restrição.

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