Fase de reaprender

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A crise econômica, que afetou empresários e consumidores em 2015, deve continuar presente em 2016. Assim, da mesma forma como aconteceu no ano passado, os bancos devem estar mais rígidos no momento da concessão de crédito, já que o risco de inadimplência é maior em situações como essa. Com isso, a expectativa de Virginia Moreira, diretora comercial de crédito consignado do Banco Intermedium, é de que a oferta de crédito diminua.

Apesar da oferta estar menor, Virginia aponta que a demanda deve aumentar, já que, devido à situação econômica atual, os consumidores inevitavelmente buscarão por crédito. Já no caso do crédito consignado, ela acredita que a oferta não sofrerá mudanças. “Como existe a segurança da inadimplência, a oferta não será afetada”, diz a executiva.

Dado esse cenário, o ano de 2016 pode apresentar alguns obstáculos para as empresas que concedem crédito. Virginia comenta que o principal desafio será tornar o processo de concessão mais barato. “No atual contexto macroeconômico, com elevação da taxa de juros e perspectiva de desemprego, se você não conseguir otimizar esse processo com uma análise de crédito mais eficaz, pode tornar o crédito inviável para o consumidor”, afirma.

Assim, para superar os obstáculos, os bancos precisam ter “uma boa análise de segmento, por meio do investimento nas ferramentas de análise de cadastro, e entender o funcionamento do cadastro positivo”, já os consumidores precisam cuidar de seu cadastro, para que possam ter acesso ao crédito mais barato. “O mercado está em uma fase de reaprender a conceder crédito”, completa Virginia.