Juros nas operações de crédito voltam a crescer

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Pelo terceiro mês consecutivo, as taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas, aponta a Pesquisa de Juros da Anefac, de março. Nas operações de crédito para pessoa física, todas as linhas de crédito tiveram elevação no mês – juros do comércio, cartão de crédito, cheque especial, CDC-bancos-financiamento de veículos, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras.


A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,03 ponto percentual no mês (0,77 ponto percentual no ano) correspondente a uma elevação de 0,41% no mês (0,59% em doze meses) passando a mesma de 7,25% ao mês (131,62% ao ano) em fevereiro/2008 para 7,28% ao mês (132,39% ao ano) em março/2008 sendo esta a maior taxa de juros média desde junho/2007.


Nas operações de crédito para pessoa jurídica todas as linhas de crédito pesquisadas apresentaram elevação (capital de giro, desconto de duplicatas, desconto de cheques e conta garantida). A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,03 ponto percentual no mês (0,56 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma elevação de 0,73% no mês (0,90% em doze meses) passando a mesma de 4,13% ao mês (62,52% ao ano) em fevereiro/2008 para 4,16% ao mês (63,08% ao ano) em março/2008 sendo esta a maior taxa de juros média desde abril/2007.


De acordo com o coordenador da pesquisa e vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, as taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas por três fatores. Um dele é o aumento dos juros futuros por conta das incertezas externas provocadas pela crise dos empréstimos habitacionais nos EUA (sub-prime) e os efeitos no crescimento econômico mundial.


Outra razão é mercado interno aquecido que possibilita aos agentes financeiros elevações das taxas de juros, já que a demanda por crédito vem crescendo. O executivo também aponta a paralisação das quedas da taxa básica de juros (Selic) e expectativa dos agentes econômicos quanto a eventuais elevações da mesma, pelo Banco Central, em suas futuras reuniões do Copom por conta da elevação dos índices de inflação, sinalizações estas dadas nos últimos meses pelo Bacen.