O que esperar?

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Os consórcios apresentaram crescimento em 2015, mesmo em meio ao cenário de retração econômica enfrentado pelo país. Já para 2016, as perspectivas continuam otimistas em comparação a outros setores da economia, mas já com algumas dificuldades. Para Paulo Roberto Rossi, presidente da Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, com base em dados de pesquisa encomendada pela instituição, a perspectiva para o setor, este ano, apresenta lados negativos e positivos.

Ele acredita que os resultados em 2016 devem ser semelhantes aos do ano passado, e, caso haja alguma atitude do governo em intenção de reverter à crise econômica, pode até haver um crescimento no setor. Porém, também deve haver dificuldades, já que o consumidor, diante da diminuição de renda e aumento do desemprego, está inseguro para investir e comprometer parte de seu orçamento mensal, mesmo em investimentos vantajosos.

Assim, Rossi defende que as administradoras precisam entender o momento econômico do país e usar estratégias nesse sentido para conquistar e manter clientes. “Quaisquer estratégias de marketing deverão considerar o atual momento de instabilidade econômica, com ações que vislumbrem a manutenção do espaço conquistado e o crescimento junto aos atuais e potenciais consorciados”, completa o executivo.

Nesse sentido, uma vantagem que deve ser explorada pelas administradoras, é o fato da modalidade poder ser vista como uma forma de poupança planejada para o futuro. Alguns consumidores, segundo pesquisa da Abac, já veem os consórcios assim. “Segundo o estudo, 52% dos entrevistados informaram ser um meio para adquirir um bem, enquanto 48% entenderam ser um bom investimento”, comenta o presidente da entidade.

NÚMEROS DO SETOR

Para Rossi, os tipos de consórcios mais procurados devem ser o de imóveis, veículos e serviços, repetindo o que já foi visto em anos anteriores. “Na pesquisa realizada junto a 300 potenciais consorciados, dos quais 50% eram do sexo masculino e 50% do feminino, as múltiplas respostas apresentaram 64,6% interessados em comprar imóveis pela modalidade e 62,5% na aquisição de automóveis”, afirma Rossi.

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