Otimista, mas cauteloso

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O consumidor brasileiro está mais otimista e cauteloso em relação às compras, segundo pesquisa da Boa Vista Serviços SCPC. Durante coletiva de imprensa online, realizada na última quarta-feira, dia 23, a empresa divulgou resultados da Pesquisa Perfil do Inadimplente – 1º Trimestre 2014 realizada com 1016 entrevistados. O objetivo é analisar as causas da inadimplência, as formas de pagamento utilizadas, a intenção de pagamento e o nível de endividamento dos consumidores.
De acordo com a pesquisa, o brasileiro está mais otimista devido às boas condições de emprego e renda – essa percepção é maior na classe média. No entanto, dos entrevistados, 100% alegaram ter alguma dívida ativa. As principais causas para a inadimplência foi o desemprego (causa mais comum), a rotatividade dos empregos, que acontece principalmente entre as classes mais baixas, a falta de planejamento em situação de desemprego, o descontrole financeiro ou falta de planejamento, cobrança indevida e empréstimo do nome. Segundo Fernando Cosenza, diretor de sustentabilidade da Boa Vista, na hora de quitar suas dívidas, 73% dos entrevistados declaram que vão pagar à vista, enquanto 26% alegam que irão parcelar. 
Dados da pesquisa revelam também que consumidores estão mais conscientes e mais maduros em relação ao uso do crédito. Dos 1016 entrevistados, 70% afirmaram que, depois de quitarem suas dívidas, não farão compras à crédito nos próximos meses, cenário diferente dos últimos anos, aonde as pessoas pagavam as dívidas para continuar comprando. Para esses consumidores, as prioridades para pagamentos são o cartão de crédito, em primeiro lugar, carnê ou boleto, em segundo, e cheques, em terceiro.
De acordo com Cosenza, a inadimplência teve seu pico em 2010/2011 e passou a desacelerar em 2012/2013. “No primeiro trimestre de 2014, houve aumento na variação, mas a tendência é que ela permaneça estável, já que famílias estão mais maduras e mais conscientes da importância de ter equilíbrio no orçamento familiar”, afirma Fernando.
Apesar da maior consciência dos consumidores, as concedentes de crédito não devem “baixar a guarda” já que precisam se expandir. “O rigor deve continuar neste ano, como foi no ano passado, e esse cenário só deve apresentar pequena mudança em 2015”, destaca Flávio Calife, economista da Boa Vista.