Risco menor?

0
2
Munido de prós e contras, o cheque ainda é encarado por muitos como um dos vilões entre os meios de pagamento. Mas, para alguns especialistas, como a diretora de recuperação da TeleCheque, Dirlene Costa, é um ótimo instrumento que causa menos endividamento do que os cartões de crédito, por exemplo. “É uma excelente forma de parcelamento, até mesmo porque no processo de inadimplência relacionado a um cheque, o nível de juros é menor do que em um cartão de crédito, no qual a pessoa fica mais endividada ainda”, explica a executiva.
Segundo Dirlene, o desafio das recuperadoras diante das dívidas com cheques devolvidos é o autoendividamento do consumidor e das famílias. “Como o endividamento está maior, existe um grande número de credores atrás do mesmo devedor, então o mercado fica mais competitivo com relação a essa recuperação de crédito”, diz. “O desafio hoje de todas as recuperadoras de quem trabalha com cobranças, é o autoendividamento do consumidor e das famílias”, completa. 
Dentre as estratégias utilizadas pela recuperadora para lidar com este perfil de consumidor, Dirlene explica que as melhores práticas incluem gestão de pessoas, tecnologia e de processos. “A primeira questão é que hoje não se cobra mais como antigamente, no mercado de autoendividamento você precisa tratar e treinar a sua equipe para serem negociadores”, diz. “Eles [os negociadores]  precisam ser bons ouvintes, entender a necessidade e o momento em que esse devedor está e fazer a melhor proposta para que ele consiga te pagar, essa é uma prática eficiente”, completa. Ainda de acordo com a executiva, as ações assertivas estão nas ferramentas de análise do crédito, incluindo os modelos estatísticos – seja na concessão, como também na recuperação do crédito pós-inadimplência. 
“Existem vários modelos, tem modelos estatísticos, tem redes neurais, uma ferramenta poderosa que nós utilizamos aqui, também. O importante é você analisar, trabalhar e direcionar a sua ação de cobrança conforme o nível de probabilidade de recebimento”, diz Darlene, a qual afirma que os menores índices de inadimplência observados nos cheques são devido ao maior cuidado que o consumidor tem com este tipo de pagamento, o qual penaliza de forma mais severa.  “Porque como ele sabe que o cheque devolvido traz mais penalidades imediatas, automaticamente ele vai para o Banco Central, para o cadastro do cheque sem fundo. Por causa disto, este consumidor toma mais cuidado. De alguma forma ele ajuda nessa parte da educação”, finaliza.  

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorA fuga das desvantagens
Próximo artigoMais próximos do que nunca!