Ruim para todos

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O Brasil vive um momento de atividade econômica fraca e de muitas incertezas quanto ao futuro político e econômico do país. Isso afeta o mercado de crédito, inclusive o imobiliário, que inicia o ano com perspectivas não tão boas. Em 2016, esse segmento deve sofrer queda, impactado pelos efeitos da crise. “As incertezas em relação à política monetária, a inflação em alta e o mercado de trabalho desaquecido impactam a demanda dos consumidores por financiamento imobiliário. Com isso, em 2016 esta modalidade deverá sofrer nova desaceleração, podendo atingir cerca de 12%”, comenta Flavio Calife, economista da Boa Vista SCPC.

Os fatores que causarão a desaceleração do mercado de crédito imobiliário estão todos diretamente relacionados com o momento do País. Segundo Calife, os principais são o fato de as concedentes de crédito estarem mais seletivas e os consumidores estarem mais receosos, e, por isso, freando a procura por crédito. O endividamento em excesso da população também preocupa o economista, segundo ele, isso pode se tornar um problema ainda maior para a economia e o setor de crédito imobiliário. “Pode se tornar um problema quando interfere o comprometimento da renda, levando inclusive à alta da inadimplência e, consequentemente, impactando o setor”, completa. Para diminuir os riscos que já estão altos, Calife acredita que as concedentes de crédito devem estar mais atentas na hora de dar crédito. Além disso, precisam reavaliar as políticas de concessão para evitar problemas maiores.

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