Turbulências à vista?

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Apesar da atual crise, o otimismo permeia os envolvidos com o setor de turismo no País, visto ser um dos mercados que mais fomentou o desenvolvimento econômico brasileiro. Entretanto, mesmo que ainda não apresente sinais de recessão, é necessário cautela, tanto para as agências de viagem, quanto para os consumidores – que estarão planejando suas viagens, optando por passeios mais em conta. Quem já enfrentou algo parecido em outro país, situação vivenciada pelo diretor da Decolar.com, Alípio Camanzano, na Argentina, consegue ver otimismo, com o mercado se matendo aquecido e um índice de inadimplência baixo. “Mesmo com a alta desvalorização da moeda local e forte crescimento das taxas (AFIP 35%), o mercado conseguiu se manter, apresentar ótimos resultados e sem enfrentar problemas com a inadimplência dos consumidores”, conta.
Já Marcela Kawauti, economista chefe do SPC, não está tão otimista, ponderando que é importante o setor estar atento às novas necessidades do consumidor, buscando oferecer pacotes que as atendam, além de evitar a volatilidade de câmbio, já que a alta do dólar é outro desafio a ser enfrentado neste mercado. Ela também acredita que as empresas de cobrança possam aproveitar esta fatia de mercado, pois, diferente do diretor da Decolar.com, Marcela espera ver a inadimplência crescer. “O risco sempre existe em segmentos fortemente ligados a financiamentos. E mesmo em um contexto em que a base de crédito na economia diminuiu, os créditos que ainda estão na praça sofrem um risco maior, já que do lado dos consumidores têm mais dificuldade de pagar as dívidas”, explica a economista.
De qualquer forma, seja para atrasar os efeitos da crise ou para continuar investindo nas empresas do mercado, fato é que o Ministério do Turismo vem se posicionando na captação de recursos e na disponibilização de crédito às atuantes no mercado, tendo conseguido um valor equivalente a R$ 28 milhões de reais nos últimos dois anos. “Temos apostado num diálogo amplo e permanente com o mercado como forma de entender e atender às demandas e dinamizar o setor. Eventuais melhorias nas linhas de crédito vigentes têm pautado a atuação do MTur junto às instituições financeiras federais e a expectativa é de que possamos ampliar ainda mais sua participação nos financiamentos ao setor”, explica Eduardo Golin, diretor do departamento de financiamento e promoção de investimentos no turismo do Ministério do Turismo.
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