Uma expansão que pede cuidados!

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O Brasil apresenta mais de 15 mil empresas de cobrança e de recuperação de crédito, de acordo com dados da Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc). O setor movimenta R$ 8 bilhões por ano e emprega mais de 300 mil pessoas. E quais são as práticas que este mercado está adotando a fim de acompanhar esta grande movimentação financeira? O Portal Crédito e Cobrança ouviu três especialistas que afirmam, o setor deve se modernizar para acompanhar a grande concorrência que vem pela frente. 
“No geral, as instituições financeiras estão mais flexíveis, pois a taxa de inadimplência, apesar de mais baixa em relação ao mesmo período do ano passado, ainda atinge níveis acima das perspectivas do mercado”, explica o diretor executivo da Safemoney Consulting, Diogenes Barbosa, em relação ao cenário no qual o mercado de renegociação se encontra. “Com o objetivo de maximizar as recuperações as instituições estão praticando campanhas mais agressivas a fim de recuperar os créditos, o que resulta em receita recuperada, manutenção da carteira de clientes e a retomada de clientes inativos”, completa.
Ainda de acordo com Barbosa, o mercado de recuperação conta com avanços nos sistemas localizadores mais efetivos, sistema de gestão de informações integrado, “com os diversos bureaus de crédito”, além de plataformas customizadas para receber diferentes estratégias de recuperação, “levando em consideração as diversidades de informações do perfil dos devedores como região geográfica, faixa etária, nível de escolaridade, entre outras”, diz. 
Os avanços também se deram na recuperação de crédito, que  vem se tornando uma atividade “altamente profissionalizada”, como avalia o  economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo. De acordo com o especialista, está havendo um enfoque muito mais de  ” recuperação de crédito” do que cobrança, com o uso da tecnologia e de modelos avançados de avaliação de carteiras e de renegociação de débitos.
Perspectivas
De acordo com Solimeo, as perspectivas são de expansão mais lenta do crédito não garantido para os próximos anos, e de maior rigor na concessão dos financiamentos, com a utilização do Cadastro Positivo. Em consequência,  ainda segundo Solimeo, a atividade de recuperação do crédito vai se tornar mais competitiva, “exigindo o aprimoramento constante da forma de atuação”, finaliza.
Confira as entrevistas exclusivas: 
Recuperadoras entram em um mercado mais concorrido, que exige aprimoramento constante
Mercado de renegociação avança, mas deve investir mais na profissionalização
Mercado de renegociação busca práticas mais assertivas com os consumidores