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Alckmin promete apoiar o setor de call center

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Um incentivo à atividade de relacionamento com clientes. Assim pode ser avaliada a iniciativa do governador Geraldo Alckmin com base num estudo de custos que fundamentou projeto apresentado pelo deputado estadual João Caramez (PSDB), que reduziu de 25 para 15%, a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), incidente sobre o valor das contas telefônicas pagas pelas empresas de call center.

A redução está em vigor desde o dia 25 de maio e foi anunciada em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, ocasião em que o governador recebeu em audiência alguns dos empresários que lideraram o movimento pelo alívio fiscal e prometeu estudar outras medidas capazes de contribuir para o fortalecimento do setor e da atividade. “O governo de São Paulo está ciente da importância econômica e social que a indústria de call center tem para o desenvolvimento do Estado e não vai medir esforços, no sentido de reter as empresas que aqui já se encontram e, também, trazer para cá outras, inclusive as que migraram para regiões vizinhas, atraídas por incentivos fiscais”, disse Alckmin.

Do encontro, no gabinete do governador, participaram o atual presidente do Sindicato das Empresas Paulistas de Telemarketing/Call Center, Marcelo Guerreiro; o ex-presidente da entidade e responsável pela argumentação técnica que deu origem à redução, Oscar Teixeira Soares; o presidente do Conselho da Abemd (Associação Brasileira de Marketing Direto), Fernando Costa; o consultor Manoel Cavalcante; e o presidente da TMKT, Alexandre Jau, que lançou a idéia. Também esteve presente na audiência o jornalista Vilnor Grube, diretor da Grube Editorial, que, com o respaldo do portal Call Center.Inf e da revista Cliente S.A., versões impressa e on-line, ajudou a articular o movimento que culminou com a medida de alívio fiscal. O conteúdo do primeiro e hoje maior portal de relacionamento com clientes do País foi utilizado como a maior base de dados da atividade e respaldo para toda a argumentação ténica.

Apoio irrestrito – Depois de dirigir ao grupo de empresários diversas perguntas acerca da importância, conquistas e dificuldades enfrentadas pelo setor, o governador de São Paulo se confessou disposto a examinar a adoção de outras medidas capazes de levar ao fortalecimento da indústria de call center de São Paulo. “A indústria que emprega, diretamente, mais de 400 mil pessoas apenas no Estado de São Paulo e dá aos jovens a chance da primeira colocação no mercado de trabalho merece do nosso governo apoio irrestrito”, reforçou Alckmin.

A proposta do governador, dentro do Programa São Paulo Competitivo, é tornar a indústria paulista de call center referência em termos mundiais, colocando-a na rota do programa de exportação de serviços. Mais do que isso, entre outras ações de apoio, Alckmin se dispõe a sensibilizar o prefeito José Serra, também do PSDB, no sentido de estudar a possibilidade de redução da alíquota de ISS (Imposto Sobre Serviços), de cinco para 2%.

A decisão do governo de São Paulo é resultado de ofício encaminhado pelo deputado João Caramez, preocupado em reverter a onda de evasão de empresas de telemarketing e call center, sobretudo para o Paraná, Bahia e Santa Catarina. “Já era hora de o governo paulista se posicionar dessa maneira. Não podemos deixar que as empresas do setor saiam do Estado, o que nos causaria perda de receita e muitos empregos”, disse o parlamentar, que se juntou ao grupo de empresários recebidos por Alckmin.

Argumentação sólida – O parlamentar trabalhou em cima de um estudo técnico elaborado pelo ex-presidente do Sindicato das Empresas Paulistas de Telemarketing/Call Center, Oscar Teixeira Soares, que, com base em estatísticas publicadas no portal Call Center Inf., provou ao governo paulista a importância econômica da indústria no Estado e, acima de tudo, que o alívio fiscal, sem prejuízo da arrecadação do Estado, contribuiria para o fortalecimento de um setor com enorme capacidade de gerar riqueza e empregos.

A receita auferida pelo setor, segundo revelou o estudo, saltou de R$ 1,6 bilhão, em 2003, para R$ 3,3 bilhões, enquanto o número de postos de trabalho criados, deve sair de 60 mil, no ano passado, para 90 mil em 2005. Desse total, 45% estarão vivendo a experiência do primeiro emprego, contra o índice de 30% em 2004. O nível de investimento, somente em programas de capacitação de recursos humanos, promete alcançar a marca de R$ 32 milhões. Apesar disso, o estudo de Oscar e o ofício do deputado do PSDB, ainda com base em estatísticas publicadas no portal Call Center Inf., revelam que, por conta da pesada carga tributária, a concentração de empresas de telemarketing e call center no Estado de São Paulo, que chegou a ser de 90%, caiu para perto de 75%.

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