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Empresa com foco em design?

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Por que tanto se fala em design nos últimos tempos? De que modo essa ferramenta pode ampliar e melhorar o desempenho dos negócios? Todo empresário antenado deve se transformar num designer?

Muitas são as questões levantadas pela nova onda do mercado de cursos, seminários e simpósios de alto nível. Inicialmente, o conceito de design se referia apenas à apresentação estética do produto e as pesquisas eram direcionadas para a necessidade de torná-lo mais atraente e agradável aos olhos do cliente. Hoje, o design se transformou num novo estilo ou modelo de negócio que está no centro de interesse das grandes corporações. O que ocorreu para uma mudança conceitual tão grande?

No livro “A arte de vender sonhos”, abordei essa temática a falar de marketing experimental enquanto instrumento capaz de conferir ao produto ou serviço o poder de realizar e até mesmo de criar um sonho para o cliente; isto é, enfatizar o aspecto emocional, despertando emoções e desejos.

O conceito de design evoluiu ao agregar alto valor da satisfação, do sonho, do desejo e da emoção do consumidor. Hoje, toda estratégia está centrada nos valores, necessidades e aspirações dele.

Pelos métodos tradicionais de pesquisa não se consegue chegar ou realizar o chamado sonho do cliente, uma vez que eles contemplam, tão-somente, a identificação do tipo de produto que geralmente o cliente adquire.

A pesquisa de design é muito mais elaborada porque se orienta pelo desejo inconscientes do consumidor, aqueles que não são verbalizados. Ela mede e interpreta o movimento dos olhos, batimentos cardíacos, temperatura corporal, rubor das faces e outras reações fisiológicas no momento da compra, no chamado ponto-de-venda. Basicamente, todo o processo de design se refere à pesquisa e à interpretação dele. Algumas dessas técnicas já eram utilizadas por Disney e foram relatadas em meu outro livro, “A Mágica do Sucesso”. São elas: elaboração de storyboards, quadros de aviso, fluxo de trabalho, criação de metáforas, levantamento de arquétipos de cliente, identificação do problema e geração das possíveis soluções.

A BMW descobriu, por intermédio da área de design, que o ato de estacionar o carro estressava muito mais as pessoas do que dirigir em alta velocidade. Que solução adotou? Simples: desenvolveu e adaptou sensores com sinal acústico para sinalizar ao motorista a proximidade do outro carro ou obstáculo. A montadora poderia, inclusive, adaptar um sistema totalmente automático, para orientar o motorista na hora de estacionar. Mas o fez para manter o vínculo emocional do motorista com o carro, com base na habilidade para dirigir.

O design não descarta o marketing tradicional como ferramenta necessária de comunicação. Afinal, para ser registrada pelo cérebro, a mensagem precisa ser repetida muitas vezes, já o comprovaram dezenas de especialistas em neurociência, a nova ciência do cérebro.

Com certeza uma das grandes vantagens da metodologia implementada pelo design é que ela traz para a empresa um profundo conhecimento sobre o cliente, num cenário global em que cada vez mais as pessoas sabem menos o que querem. Se bem utilizado, esse conhecimento garante vantagem competitiva e pode fazer toda a diferença a favor da empresa.

Ademir S. Stein é presidente da S.Stein Joalheiros, advogado e engenheiro, pós-graduado em estratégia de Marketing e RH. Certificado pela Disney University, também é membro do Conselho Estratégico da Alshop (Associação dos Lojistas de Shopping do Brasil e autor dos livros “A arte de vender sonhosa” e “A magia do sucesso”

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