O reforço na estratégia de vendas

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Quando o assunto é telemarketing ativo, a primeira lembrança é da venda mal feita realizada por telefone de anos atrás. A afirmação, que bem poderia ser de um consumidor, é de Alessandro Goulart, um dos sócios da Softway. Mas ele garante que o cenário está mudando. Empresas como a Softway, que nasceu especializada nesta serviço, está investindo essencialmente em formação de pessoal habilitado a concretizar a venda e, mais que isso, fidelizar o cliente do seu cliente. E o caminho passa fundamentalmente pela credibilidade das prestadoras de serviços – uma nova aposta de empresas como a Softway e a TeleSoluções, uma empresa que nasceu no Rio de Janeiro com 5 PAs e começa a entrar no grupo de callcenter especializados.


“É preciso conquistar credibilidade do cliente”, alardeia Goular, ladeado por Topázio ??? . Os esforços da Softway, entre as maiores empresas de callcenter do País, de acordo com o ranking do Callcenter.inf.br, passa por duas vertentes. A primeira é a reestruturação de toda a operação. A mudança física começou lentamente e deve se consolidar ainda em outubro com a saída do Centro Empresarial do Aço, da capital paulista, para uma área 13 mil metros quadrados em Jundiaí, 60 quilômetros de São Paulo. “Estamos adaptando à nossa necessidade e realidade tudo que há de mais moderno que vimos no Brasil e no mundo”, admite Goulart.


O projeto, que vai ocomodar 1.100 posições na horizontal, com pé direito de 8 metros para facilitar a climatização ambiental, deve absorver R$ 10 milhões. E será inaugurada até o final de novembro. Outra novidade é o desenvolvimento de um estilo próprio de PA, adaptada às necessidades da operação.


A segunda grande novidade é a aposta na capacitação de pessoal. A empresa que há um ano firmou uma parceria com a Faculdade Anhembi com objetivo de levar literalmente a universidade para a empresa está incentivando os funcionários a complementarem os estudos e está desenvolvendo um projeto, apoiado n Habilitare, com as comunidades de Jundiaí e Floriánópolis, onde mantém um site de com 500 PAs. “É um trabalho importante para contribuir com a formação de cidadãos e para identificar talentos. E hoje só vira gerente ou supervisor quem tiver faculdade pois só não estuda quem não quer. E nós queremos elevar a qualificação das pessoas que se relacionam com os clientes”, justifica Topázio.


Quem se consolida como operação especializada em telemarketing ativo é a TeleSoluções, fundada há 7 anos, com 5 PAs, na rua São Bento, no centro do Rio de Janeiro. A empresa reserva duas grandes novidades. A primeira é um reforço na área estratégica, Gualter Carvalho Neto, que assume o marketing com o desafio de estruturar uma estratégia de posicionamento da empresa. “Com passagem pelo BankBoston, Amex e Banco1.net, ele veio agregar à estratégia de alcançar outros mercados, além de reforçar o time que tem objetivo de integrar solução para os clientes”, explica um dos sócios e fundador da empresa, Paulo Moura.


A TeleSoluções, que não começou com grandes clientes, está com 700 PAs e quer chegar até final do ano que vem com um número entre 1.500 e 2.000 PAs. O resultado, no faturamento, também aparecer, com um salto de R$ 20 milhões, ano passado, devendo fechar este ano com algo como R$ 30 milhões. “Sempre crescemos junto com parceiros que sempre acreditaram”, reconhece Paulo, citando fornecedores, clientes e instituições financeiras.


Para consolidar o crescimento, a empresa está investindo em novo site que também deverá centralizar a operação em um único local e deverá estar pronto em março de 2003, absorvendo perto US$ 1 mihão em infra-estrutura, equipamentos e obras, por exemplo.


A TeleSoluções quer reforçar seu posicionamento como operadora de telemarketing ativo, hoje vende principalmente cartão de crédito e seguros para Credicard, Amex, Banco1.net e Xerox, e, dentro da nova estratégia, planeja abocanhar áreas novas que, aos poucos, começam a ser terceirizadas como SAC e Internet. Com operação de contact center, Paulo vê no ebusiness uma grande opção de negócios, acreditando que ainda está em fase embrionária e que vai crecer. O diferencial, para ele, é pragmatismo. “Não vendemos tecnologia. Isso representa custo para o cliente. Procuramos uma solução que atenda a necessidade do cliente e a mais adequada”, reforça Paulo.


O projeto de criar um site em São Paulo, o maior mercado nacional, não foi adiado. “A idéia foi analisada e nunca descartada. Estamos com escritório comercial e vendo algumas oportunidades”, justifica Paulo.


Paulo Moura – sócio diretor Telesoluções
cuida da área comercial e cuida da operações, desenvolvimento de produtos.
outro sócio Gilson Bacci, sócio diretor, responsa´vel área administrativa e financeira.