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Proteção da privacidade é um assunto morto?

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Fale hoje com um jovem da “Geração Y”- pessoas nascidas após 1980 – sobre privacidade em quase todos os países desenvolvidos, e é provável que você receba uma resposta atravessada. Privacidade? Como assim? Tenho pensado muito sobre essa reação, que é quase universal entre as pessoas da “Geração Y”. Minha conclusão é que a profunda preocupação de todos nós da minha geração – a geração “Baby Boom” – em proteger a nossa privacidade se torne cada vez menos presente, com o envelhecimento da população. Na verdade, eu prevejo que a idéia de proteger a privacidade pode desaparecer completamente do interesse público, à medida que a geração mais velha sai de cena.

Eu posso estar errado sobre isso. É bem possível que a “Geração Y” e os consumidores mais jovens irão se preocupar mais sobre a proteção da privacidade quando se tornarem mais velhos. Mas eu duvido. Acredito que há uma série de razões para isso.

Por um lado, eles já cresceram no mundo on-line. Uma pessoa da “Geração Y” nunca irá perder de vista seus amigos de infância, e (aparentemente) não se cansam de postar fotos no Facebook para todos os seus amigos. Eles sabem que não devem adicionar uma pessoa não confiável como “amigo”. Então, por que eles fariam negócios com uma empresa não confiável?

Além disso, há o fato de que uma espécie de “ethos” surgiu para comportamentos on-line das empresas. As empresas legítimas não fazem mais spam, e poucas delas realmente violam a privacidade de algum cliente, exceto por acidente. Note-se que isto não é apenas o resultado de restrições legais. Na verdade, em quase todos os casos, as políticas de privacidade das empresas são mais rigorosas do que os seus requisitos legais. Mas as empresas de hoje protegem a privacidade dos seus clientes simplesmente porque é um bom negócio – porque é assim que você obtém mais clientes para utilizar seu site. Claro que existem muitas exceções. Nem todas as empresas perceberam este conceito de proteção de privacidade, mas a maioria das grandes marcas já.

Finalmente, e mais importante, acredito que as redes sociais e a interação on-line se combinaram para dessensibilizar a todos nós, especialmente as pessoas mais jovens que cresceram com elas, diminuindo o desejo de proteger a nossa privacidade. Você pode viver em um armário, ou pode participar do Facebook, Twitter e Linked In com qualquer outra pessoa. Se você vive em um armário, irá desfrutar de toda a privacidade que deseja, mas a maioria das pessoas simplesmente não quer viver dessa maneira.

Quando Martha e eu escrevemos o livro The One to One Future, em 1993, nós superestimamos o problema da proteção da privacidade. Assumimos baseados em táticas tradicionais de marketing de massa, que empresas capazes de obter informações pessoais sobre seus clientes rapidamente os utilizariam para todos os tipos de abusos, porque não havia nenhum custo na utilização desses dados. Sugerimos que as empresas logo iriam se oferecer para servir como “buffers de privacidade” para os clientes. Você me dá todas as suas informações pessoais, seus desejos de compras, etc., e eu vou disponibilizar esta informação aos profissionais de marketing, mas sem qualquer informação de identificação pessoal. Nisso, nós realmente erramos! Nada disso foi visto, exceto em algumas situações muito limitadas.

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