Antecipamos (obrigado Blue Bus e Luiz Alberto Marinho) pesquisa do Data Popular que sai amanha no ENA



Blue Bus – coluna do Luiz Alberto Marinho:

 

Começa amanha, em SP, o Encontro Nacional de Anunciantes, evento bienal promovido pela Associaçao Brasileira de Anunciantes (ABA) para discutir as tendências da comunicaçao de marketing. A ediçao de 2009 marca ainda os 50 anos da ABA. O encontro desse ano pretende discutir as estratégias de sucesso voltadas para as classes A, B e C. O painel sobre classe C, programado para 3a feira, vai contar com a participaçao de Renato Meirelles, do Data Popular, instituto de pesquisa que aliás anuncia hoje uma parceria com o Datafolha para fazer pesquisas conjuntas sobre o consumidor popular.

Meirelles vai propor amanha que expressoes como “base da pirâmide” e “baixa renda” sejam substituídas por “mercado da maioria”, tendo em vista que as classes C, D e E somam de fato 85% da populaçao brasileira. E vai apresentar 10 tendências que devem impactar esse mercado, que movimenta R$ 760 bilhoes por ano. Entre elas, estao as 5 abaixo –

(1) Consumo de inclusao – o mercado emergente desenvolveu um jeito diferente e inclusivo de comprar. Agora o “mercado da maioria” pode escolher. As marcas que forem didáticas e capazes de apresentar a esses consumidores um novo universo, sairao na frente.

(2) Identidade e auto-estima – o “mercado da maioria” está mais consciente da sua importância e valoriza suas conquistas, sem abrir mao de suas origens, sua história e suas características.

(3) Juventude e Geraçao C – os jovens das classes C, D e E de hoje sao mais escolarizados, informados e economicamente ativos que seus pais. Formarao um novo perfil de cidadaos e consumidores. O Brasil de amanha deve parecer mais com os jovens das classes mais baixas.

(4) Vaidade e beleza como inclusao – estar bem arrumado diminui as barreiras sociais que dificultam a inclusao, na percepçao dos membros do “mercado da maioria”. Com maior acesso aos produtos de beleza e aos tratamentos estéticos, novos padroes de beleza serao mais abrangentes. As marcas devem estar atentas a isso.

(5) Redes, dicas e boca-a-boca – as classes mais baixas sempre dependeram uns dos outros para viver, ou seja, cresceram e aprenderam a conviver em um ambiente colaborativo. Aliada as novas tecnologias e a disseminaçao das redes sociais, a baixa renda potencializará as suas já extensas relaçoes sociais.

A palestra de Meirelles está marcada para a parte da tarde. Antes, pela manha, será discutido o mercado da classe A. Na 4a feira será a vez da classe B.