As 11 tendências cruciais para 2011 – 3: Pandemônio de preços

Os consumidores vão continuar procurando ofetas especiais e descontos, mas as vantagens reais estão sendo criadas pelas novas tecnologias e serviços:

  • Mais consumidores estão conectados o tempo todo e quando ouvem falar de bons negócios online eles rapidamente espalham a notícia em suas redes sociais.
  • Cada vez mais, os consumidores farão parte de redes ou grupos exclusivos que ou receberão ou solicitarão ofertas especiais.
  • Cada vez mais, celulares e smartphones serão capazes de encontrar ou receber ofertas no ponto de venda, ou comparar preços online. Exemplo: Amazon.com acaba de lancer um aplicativo para iPhone que permite aos usuários comparar preços ao escanear o código de barra dos produtos, ou fotografando-o, ou simplesmente dizendo seu nome!

A conectividade “always-on” está mudando os hábitos de despesas dos consumidores de muitas formas. Por exemplo, colecionar cupons (uma mania de grande parte do público americano) exigia planejamento e dedicação, portanto não era popular entre aqueles consumidores mais interessados no aqui-e-agora. Mas agora, ao se tornar uma atividade online, praticamente não exige esforço nenhum. Mais do que isso, passar um smartphone na caixa registradora, obter a oferta mais recente via GPS, ou escanear um código de barras é, bem, “smart”. E, portanto, tornou-se uma fonte de status e não de embaraço.

Nos próximos 12 meses, as marcas continuarão a responder com novos e inovadores modelos de negócio e estratégias de preço. Eis algumas:

  • Compras coletivas. Existem atualmente 2 bilhões de consumidores online que podem exercitar seu poder coletivo de compra, ajudados por services e redes sociais que tornaram mais fácil que nunca de organizar e agir. Vamos continuar acompanhando a maior história de sucesso em 2010, o Groupon. Ele deve ficar ainda maior em 2011 (principalmente se o negócio com o Google for em frente ;-) . E também em seus concorrentes: Living SocialGoNabit (nos mercados árabes, como Kuwait e Dubai), Big Lion (Russia), Daily Deal (Alemanha) – e os brasileiros, principalmente o Peixe Urbano. Dois exemplos de que os sites de compra coletiva estão aí para ficar: em setembro de 2010, o site chinês de compras coletivas Taobao vendeu 200 carros Smart em 3 ½ horas, e em outubro de 2010, o Walmart usou o Facebook para criar seu próprio de grupo de compras, que ganhou os 5.000 ‘likes’ necessários para legitimar a oferta em 24 horas.
  • Vendas para participantes. O velho format do ‘club’ ganhou uma sobrevida online. Ao limitar a participação (por exemplo, exclusivamente por convite), a percepção de exclusividade aumentou e os consumidores SOCIAL-LITE (falaremos deles em outro post) apareceram. As marcas de moda foram algumas das primeiras a oferecer produtos com grandes descontos para grupos selecionados em sites como vente-privee.comGilt Groupe e iDeeli, mas as vendas para participantes estão atualmente se expandindo para áreas como viagens (Jetsetter) e mobiliário (One Kings Lane).
  • Vendas relâmpago. Tanto os grupos como as comunidades usam com frequencia ofertas por um curto espaço de tempo que estimula compras por impulso. Ao limitar o tempo disponível, além de tornar as vendas exclusivas para os participantes, as marcas são capzes de se livrar rapidamente do excesso de estoque. DellOutlet e Threadlesstiveram muito sucesso com vendas relâmpago pelo Twitter e, em novembro de 2010, o site de vendas relâmpago Hautelook integrou suas ofertas com sua página Facebook, de forma que os consumidores podiam aproveitar o negócio do dia sem sair do site. Na verdade, com tantas ofertas diárias, existem agora sites como Yipit e MyNines que agregam todas as ofertas. Quase na mesma linha, embora seja na verdade um site de vendas de final de semana, está o factory store, da J. Crew. Abre apenas ao meio dia das sextas e fecha à meia noite do domingo (horários da costa leste americana) e oferece uma seleção limitada de algumas das peças mais populares do varejista, produzidos exclusivamente para a “factory”, por preços reduzidos.
  • Descontos locais. Cada vez mais consumidores publicam a localização onde estão, via Facebook, Twitter, Fousquare e outros serviços de geolocalização. Dessa forma, as marcas podem enviar ofertas diretamente para os consumidores que estão no ponto de venda ou perto. Eles podem ser recompensados por coisas que façam (Shopkick eCheckpoints), receber promoções geolocalizadas (PlaceCast), ou simplesmente baixar aplicativos como o serviço inglês Vouchercloud. E, como não podia deixar de ser, lá vem o Facebook, com seu Facebook Deals).
  • Preços dinâmicos. O modelo é tradicional na indústria aérea, mas os aperfeiçoamentos da informação em tempo real permitiu que ele fosse adotado em outros setores – e até aprefeiçoando-o. Confira o site Off and Away, que leiloa quartos de hotel. E o Swoopo, que é um ‘entertainment shopping’ alemão no qual cada lance estende o período do leilão.