Cupons online, será que funciona no Brasil



O consumidor americano sempre foi ávido por cupons de desconto. Qualquer jornal e revista sempre teve páginas e páginas com cupons para serem recortados e usados nos supermercados. Não sei se vocês já foram a supermercados nos Estados Unidos, mas é comum a pessoa na sua frente, em geral, mas não só, mulheres de meia idade, puxarem uma sacola cheia de cupons recortados e despejarem na frente do caixa. Aqui no Brasil, entretanto, nunca tivemos isso – pelo menos não com a mesma intensidade de lá. No começo da década de 80, eu estava na Ogilvy e participei de um projeto de cuponagem bem ambicioso. Que foi por água abaixo, acredito que, por causa do processo e da tecnologia inadequada de resgate. Depois disso, vi alguns espasmos, mas nada muito consistente.

 

Tudo isso me veio à cabeça por causa de um estudo publicado no newsletter CPGmatters, que recebo quinzenalmente. A empresa Coupons, Inc fez uma pesquisa com usuários de cupons online (têm que ser impressos e apresentados no caixa do mesmo jeito que os cupons que vêm nos inserts de jornais e revistas, ou que chegam por mala direta) e integrou os resultados com os dados sobre consumidores americanos disponibilizados pelo Simmons Market Research Bureau e chegou a um quadro amplo sobre tendências de uso desses cupons online, comparados com a população em geral. Esses usuários, por exemplo, tendem a ser mais jovens, terem domicílios maiores, renda e educação mais alta do que os usuários dos outros cupons e do que a população em geral.

 

A questão é se o avanço da tecnologia já não permitiria novas experiências, mais bem sucedidas aqui no Brasil. Será que alguém está se mexendo nesse sentido?