Google travel ecosystem pronto pra decolar? E outras questões

Em julho de 2010 (está lembrado? Falamos disso aqui), o Google anunciou um investimento de 700 milhões de dólares na ITA Software, empresa especializada no desenvolvimento de softwares para o setor de companhias aéreas e de viagens em geral. Com o objetivo de demonstrar, principalmente às autoridades reguladoras, como o Google iria se situar nesse mundo, assegurando espaço para outros fornecedores, eles criaram um gráfico do ecossistema de viagens online.

As autoridades deram o ok, mas o mercado continuou olhando com preocupação as intenções da gigante das buscas. Semana passada, vieram mais motivos para esse cuidado: o Wall Street Journal anunciou a compra pelo Google de todo o negócio de guias de viagens da Frommer´s. Parece ficar claro que o pessoal de Mountain View resolveu ser o que se chama de “one-stop -shop” no setor de viagens, ou seja, não ficar apenas na busca mas ocupar todos os espaços possíveis.

Dentro dessa perspectiva, o site Travopia “atualizou” o gráfico original do próprio Google e mostrou como provavelmente funcionará na visão do usuário final. Abaixo da imagem, há explicações sobre os elementos (você pode ver também a imagem maior na minha página do Pinterest).

 

1. Trip Search and Planning – Pesquisa e Planejamento de viagem

1.1 O usuário pode executar uma pesquisa de texto no Google Search (atualmente utiliza comentários sobre hotéis e restaurantes do Zagat; muito em breve, a pesquisa deve mostrar detalhes do destino via Frommer´s)

1.2 O usuário pode realizar busca de imagem no Google Goggles. Um viajante tira uma foto de um lugar e o Goggles exibe os detalhes. Lançado em 2009.

1.3 Google Books é um bom meio para pesquisa e compra de guias de viagens.

2. Marketing: As empresas de viagens podem anunciar seus produtos e ofertar seus serviços no Google Adwords (PPC – Pay Per Click Marketing)

3. Pesquisa de Voo: O viajante pode procurar voos usando o Google Flights.

4. Pesquisa de Hotéis: O viajante pode pesquisar por hotéis usando o Google Hotels Finder  (também lista comentários, fotos, detalhes do quarto).

5. Produtos em falta para outros segmentos: Google Flights e Google Hotel Finder  são motores de meta-busca. O Google ainda não tem um produto que possa ser usado para pesquisa  de cruzeiros,  carro, trens, ônibus e pacotes de férias. Quando o Google encontrar esse produto, será um motor de busca de ponta a ponta-meta para a indústria de viagens.

6. Compra de bilhete: O usuário pode ir até um aeroporto ou um hotel ou um escritório de agência de viagens e comprar um bilhete usando o Google Wallet (pagamentos móveis).

7. Falta um Direct Connect Channel: O Google não possui qualquer companhia aérea, hotel, etc carro, Então, obviamente, eles não têm um canal direto de conexão. Quem sabe, o Google pode lançar o Google Airlines no futuro e pode implantar www.gflight.com. Em 2005, quem teria imaginado que o Google iria lançar um telefone celular?

8. Falta uma agência de viagens online: Da mesma forma, o Google não tem um produto que pode ser chamado de um agente de viagens online (OTA).

9. Gateway de pagamento para sites de viagem: Qualquer site de conexão direta e agência de viagens online pode integrar o Google Checkout como seu gateway de pagamento.

10. Falta um Gerenciador de Itinerários: Quando o viajante reserva um bilhete, deveria haver um produto para gerenciar o roteiro de viagem. Há muitos produtos na indústria – TripItTripCase etc. O Google não tem um produto neste espaço. A Apple recentemente anunciou o aplicativo  “passbook” (gestão de itinerário) para sua próxima versão do sistema operacional, o iOS 6.

11. Durante a viagem: Quando um viajante está no hotel / em um destino / em trânsito, há muitas coisas que poderia estar fazendo –

11.1 Compartilhamento de experiências de viagem – O Google tem uma lista de produtos para isso. YouTube para compartilhar vídeos de viagem, Blogger para escrever sobre a viagem, Google+ para compartilhar fotos com amigos, o Picasa (recentemente, o Google adquiriu o Picnik e integrou Google+ e Picasa) para edição e gerenciamento de fotos de viagem.

11.2 Navegação – Google Maps e Google Earth se encaixam perfeitamente nessa necessidade.

11.3 – Ofertas locais – Google Offers apresenta listas de todas as promoções nas proximidades do viajante.

11.4 Detalhes local de destino – Google Places tem detalhes sobre as lojas, shoppings, restaurantes ao redor de sua área. Places agora é parte do Google+.

12. Presença móvel maciça: Por último, mas não menos importante – ANDROID. Todos os produtos do Google mencionados acima neste artigo têm um aplicativo no Android Play ou um site amigável para celular. O Android é um excelente ativo para o Google em termos de como turbinar a indústria de viagens. Os viajantes estão usando cada vez mais celulares no planejamento e na reserva de sua viagem. Um aplicativo móvel alimentado pelo sistema operacional do Google próprio é definitivamente uma grande vantagem.

Fonte: Tnooz

Não deixem de ver:

Penelope Cruz é SuperMario em comercial para Nintendo 3DS. Vejam uma cena em minha página no Pinterest e leiam a matéria completa, em inglês, no The Hollywood Reporter.

Webinar: varejistas online estão investindo em fidelidade do consumidor? A resposta, pelo menos no Reino Unido, é sim, de acordo com pesquisa recente realizada pela Eccomplished. 88% dos varejistas online investiram em ações de fidelidade este ano. Foram entrevistas os 100 maiores varejistas do Reino Unidos sobre seus planos de crescimento para  2012 e além. Quem estiver interessado, pode participar de webinar gratuito na próxima quinta-feira, às 6 da manhã (sorry, pessoal, em Londres serão 11 horas). Eis o link: https://attendee.gotowebinar.com/register/8435296321997292288