O mercado de luxo piscou

Matéria do Wall Street Journal comenta o corte dos preços realizado pela Saks Fifth Avenue em meados de novembro. Chegou a 70% em alguns itens, roupas de grifes, o que torna o primeiro varejista de luxo a cortar tão fundo. O CEO da rede, Stephen I. Sadove, disse que a ação ajuda sua empresa a evitar perdas maciças. Segundo as repórteres do WSJ, Vanessa O´Connell e Rachel Dodes, porém, “foi primeiro golpe em algumas regras estabelecidas do mercado de bens de luxo. A manobra da Saks marcou o abandono do pacto não-escrito com os designers em que os varejistas manteriam os preços cheios até o final da estação.

Rivais como Neiman Marcus e Barneys New York também fizeram cortes profundos, passando a batata quente para as mãos de boutiques menores. Segundo as jornalistas, parte do problema é o fato de as griffes terem se tornado praticamente ubíquas – Gucci é vendido em aeroportos, Hermés tem lojas de shoppings – o que está minando a imagem de exclusividade. Em janeiro, uma pesquisa com consumidores de alta renda, realizado pelo Luxury Institute, apontou que cerca de metade deles dizem que marcas de luxo estão se tornando comoditizadas; e 6% dizem que os preços estão altos demais.

Enquanto isso, no circuito Daslu-Oscar Freire…