Pares vs. Influenciadores, parte II



Eu ainda não comecei a ler os livros do Gladwell e do Watts (pretendia passar na Livraria Cultura no domingo à tarde, mas fiquei montando uma sapateira, vejam se pode – e consegui, para surpresa principalmente minha!), mas o artigo do MediaPost tinha mais assunto, que julgo do interesse de vocês.


Segundo o autor, Joe Marchese, todos exercem influências, mas essa influência tem algumas variáveis.


– As pessoas têm uma quantidade de influência: o número máximo de outras pessoas que elas podem alcançar com uma mensagem


– As pessoas têm uma qualidade de influência: o volume de influência que exercem sobre aqueles a quem alcançam


– As pessoas têm tipos de influência: categorias de “expertise” em que outras pessoas catalogam cada indivíduo


Isso é naturalmente infinitamente mais complexo quando você considera que essas variáveis podem mudar para qualquer determinada pessoa, dependendo da pessoa que está sendo influenciada. O racional dessa teoria está em algum lugar entre Watts e Gladwell e ela leva à conclusão que, mesmo considerando que, para ser bem sucedida, uma campanha tem afinal que atingir grupos maiores de pessoas em vez de uns poucos super influenciadores, atrair certas pessoas adiciona mais valor do que outras.


A quantidade de influência é frequentemente confundida com qualidade. Não há prova de que quantidade de influência = qualidade de influência. Claro que isso não significa dizer que a quantidade não é importante, mas que se trata de apenas uma variável.


A qualidade de influência, por sua vez, parece muito mais provavelmente vir de “pessoas como eu”. Segundo um estudo do Edelman Trust Barometer, as pessoas têm uma tendência a acreditar muito mais em “pessoas como ela” do que em celebridade. O único problema do estudo é que ele não define o que as pessoas estão pensando quando dizem “alguém como eu”.