Governo é o principal alvo de ataques cibernéticos no Brasil

Segundo dados da Trend Micro, o setor vem recebendo um número de invasões três vezes maior do que outros segmentos

O cibercrime não é algo novo, mas a aceleração digital provocada pela pandemia da Covid-19 e o consequente aumento do trabalho remoto deixou as empresas mais vulneráveis aos ataques de hackers, os quais demonstram cada vez mais preparo, astúcia e profissionalismo.

Segundo levantamento da Trend Micro, líder mundial em soluções de cibersegurança, os segmentos mais atingidos, em todo o mundo, em 2019 e 2020, foram os de manufatura, governo, educação e saúde, nesta ordem, sendo que estes quatro setores foram responsáveis por mais de mais de 1 milhão, 463 mil detecções, só no ano passado.

Global Global

2019

2020

Setor

Empresas

%

Setor

Empresas

%

Manufatura

                  767.896

18,7%

Manufatura

                          530.648

19,1%

Governo

                  564.430

13,8%

Governo

                          386.752

13,9%

Educação

                  473.838

11,5%

Educação

                          278.472

10,0%

Saúde

                  345.609

8,4%

Saúde

                          267.227

9,6%

No Brasil, o governo é o alvo principal dos cibercriminosos, e o setor lidera o ranking nos últimos dois anos, com 40% dos ataques, em 2019, e 35,3% das ameaças bloqueadas em 2020, com mais do que o triplo de detecções em relação ao segundo colocado.

Brasil Brasil

2019

2020

Setor

Empresas

%

Setor

Empresas

%

Governo

90.124

40%

Governo

                            50.703

35,3%

Saúde

23.733

11%

Manufatura

                            13.938

9,7%

Manufatura

20.576

9%

Saúde

                            13.172

9,2%

Só neste ano, de janeiro a maio, a Trend Micro contabilizou quase 5 milhões e meio de empresas atacadas que utilizam suas plataformas, em todo o mundo, com a permanência da liderança da área de manufatura no cenário global (20,6%) e de governo, no Brasil (35,7%).

COVID-19

Os golpes relacionados à Covid-19 também se proliferaram e os temas sobre a vacinação serviram de isca para os cibercrimes. Foram detectadas, em 2020, mais de 16 milhões de ameaças relacionadas à pandemia causada pelo coronavírus, sendo que quase 90% foram de spam maliciosos. Mais de 60% dessas ameaças tiveram como origem Estados Unidos (EUA), Alemanha e França.

A atualização mensal do cenário de ameaças é baseada em dados de infraestrutura de segurança  dos programasTrend Micro, tais como Smart Protection Network™ (SPN), Zero-Day Initiative (ZDI), Trend Micro Smart Home Network (SHN), Trend Micro Mobile Application Reputation Services (MARS), TippingPoint e IoT Reputation Services (IoTRS), entre outros.