iPad é eleito o fiasco de 2010



Deu no Adnews:

 


O Fiasco Awards já tem o seu ganhador: o iPad, tablet da Apple. O prêmio voltado para as inovações em tecnologia de informação “que acabam se revelando um fiasco”, segundo seus idealizadores, recebeu 7 mil votos, 4.325 deles para o tablet.


O iPad superou o Google Wave, o HD-DVD, a tecnologia de proteção contra cópia DRM e o videogame PSP GO!, da Sony. Os organizadores da premiação destacam as “deficiências significativas e incompatibilidade com o conteúdo Flash e outras aplicações”, e também a “falta de uma porta USB e outras interfaces”, do aparelho.


“Os eleitores da web quiseram que o iPad seguisse caminho parecido com o do presidente Obama no Prêmio Nobel, ao ganhar um prêmio antes do início de sua carreira”, brincaram
os organizadores, lembrando que o tablet ainda não foi chegou ao mercado oficialmente.


Apesar da premiação pejorativa, a Apple comercializou 120 mil unidades do iPad na primeiras 24 horas de pré-venda, iniciada na sexta-feira (12) – nos EUA. Em duas horas, 51 mil tablets foram vendidos, segundo estimativas feitas por analistas do mercado.


Se por um lado o tablet foi considerado um fiasco, por outro, a Apple anunciou que irá enviar um novo iPad aos usuários quando a bateria recarregar completamente. A iniciativa é uma prevenção às críticas feitas a empresa por não permitir que o usuário faça a troca da bateria. O serviço custará 99 dólares, mais sete dólares de taxa de envio.


O lançamento mundial do iPad está previsto para o fim de março, porém o tablet chega a países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Suíça e Reino Unido no final de abril. A data de venda do aparelho no Brasil ainda não está confirmada.


Apple no Brasil


O governo do Rio de Janeiro convidou o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, a abrir uma loja oficial da marca na cidade. Segundo o jornal O Globo, o convite foi recusado.


Um espaço na região da Zona Portuária ou em prédio histórico do centro da cidade foi oferecido pelo secretário Washington Fajardo, da Secretaria do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, para a instalação da loja.


Jobs alegou que as altas taxas do país impedem esse tipo de iniciativa: “Não podemos nem exportar os nossos produtos com a política maluca de taxação superalta do Brasil. Isso faz com que seja muito pouco atraente investir no país. “Ele teria dito ainda que “muitas companhias high-tech se sentem assim também”.