A importância do ensino profissionalizante para o crescimento da economia no país.

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A escola técnica surgiu no Brasil no século 19. Virou moda nos anos 60, foi obrigatório na década de 70 por determinação dos governos militares para compensar a falta de Universidades. Atualmente é uma solução para jovens carentes, uma opção de profissionalização ou ingresso no mercado de trabalho.


O emprego na indústria brasileira teve crescimento de 3,4% em 2010, em relação ao ano anterior, segundo dados do IBGE. Esse dado justifica o crescimento do investimento de empresas privadas no ensino técnico no Brasil.


Uma recente pesquisa divulgada revelou que quem cursa algum tipo de modalidade de educação profissional – qualificação profissional, ensino médio técnico ou curso superior profissionalizante – têm salário maior e 48,2% mais chances de conseguir uma ocupação profissional do que quem não fez esses cursos.


Dos estudantes de nível Médio que tiveram formação em escolas Técnicas federais, entre 2003 e 2007, 72% estão empregados. Do total, 65% trabalham em sua área de atuação. A alta absorção dos técnicos é acompanhada de outras boas avaliações como, por exemplo, a remuneração dos que estão empregados. Dentre os que trabalham, 59% avaliam que seu salário está na média do mercado; e 11% acreditam receber mais que a média.


O ensino técnico vai além dessas vantagens, pois tem um tempo menor de curso, em média, um ano e meio, rápida colocação no mercado, (lembre-se: o que o mercado precisa é de gente qualificada), facilidade em se conseguir um estágio, geralmente as escolas indicam os alunos e você pode começar um ensino técnico no 2º ano do ensino médio.


Mas a realidade do ensino técnico no Brasil frustra os estudantes. Hoje, salvo algumas exceções, faltam professores nas escolas técnicas, os laboratórios estão ultrapassados e o currículo é desvinculado da realidade do país e das regiões e atende somente aos interesses de determinados grupos privados que desejam mão-de-obra barata.

 

A construção de três escolas de Ensino Médio profissionalizante promete abrir as portas do mercado de trabalho para milhares de jovens da Zona Oeste e da Baixada Fluminense. Apadrinhadas por grandes siderúrgicas, as unidades públicas vão oferecer 3.600 vagas para estudantes de Itaguaí e Santa Cruz e dos bairros e municípios do entorno.

A preocupação com a carência de mão de obra qualificada de nível técnico levou duas empresas privadas a injetar cerca de R$ 18 milhões nos projetos. Após a formatura, os jovens terão praticamente emprego garantido nas empresas que estão de mudança para a região, entre elas, a maior siderúrgica da América do Sul.


É uma opção para essas áreas carentes e distantes de melhores oportunidades de emprego e estudo. Além de promover o crescimento econômico da região, essa parceria pública – privado na educação promoverá bem estar social e igualdade de oportunidades para jovens carentes.

1 COMENTÁRIO

  1. Muito bem apresentado este contexto. Complementando… as industrias de óleo e gás bem como a naval e de navegação passam pelo melhor momento e tende a crescer por conta do pré-sal. E isso demanda em muito por mão de obra qualificada e certificada, a ponto de termos casos de importação desta mesma, em detrimento da ociosa interna por conta de baixos investimentos em formação, como bem observado acima.

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