As conseqüências do hiato no uso de TI pelas áreas operacionais e gerenciais das empresas

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Pelas minhas andanças continuo a perceber um grande descolamento entre o dia-a-dia dos gestores e os aplicativos empresariais (ERP, CRM, BPM), que ainda oferecem pouca sustentação às atividades tático-gerenciais.


É certo, em 90% ou mais do tempo frente ao seu computador o tal “usuário-gestor” lê e-mails, verifica ou calibra planilhas e redige mensagens e documentos. Mas para as atividades que distinguem suas atuações profissionais, há pouco ou quase nenhum instrumental de TI disponível.


Poucos têm o privilégio de contar com uma “tela” para inserir dados correspondentes a uma etapa de seu trabalho iniciado ou a ser finalizado por um outro colaborador. Ah, que inveja do time operacional!


Primeira constatação: a não concatenação das atividades operacionais e táticas, através dos aplicativos empresariais, determina um modelo operacional ineficaz, impedindo ganhos mais expressivos de produtividade.


Outras duras notícias vêm dos resultados de uma pesquisa produzida pelos professores Andrew McAfee e Eric Brynjolisson de Harvard e do MIT, respectivamente, entre 1.960 e 2.005 compreendendo todas as companhias abertas americanas (publicada na edição de julho de 2.008 da Harvard Businnes Review):



  1. Os ganhos decorrentes do investimento correto em TI são os mais significativos, deixando, em plena época de abertura global, o afinamento das atividades de F&A (Financial e Accounting) e os investimentos expressivos em P&D e inovação para trás;


  2. Este acerto redunda em processos inovadores e bem executados;


  3. As empresas que acertaram em TI deram “tacadas competitivas mais ousadas” e no movimento de concentração engoliram seus concorrentes.

E quais são os elementos que caracterizam o investimento correto em TI? Em sua conclusão a pesquisa descreve os principais:



  1. O sistema de informação construído é amplo, ou seja, cobre a maioria dos processos operacionais;


  2. Produz resultados imediatos, é preciso, padroniza e se propaga rapidamente para as demais unidades, quando este for o caso;


  3. Embute mecanismos de controle e torna fácil o monitoramento, facilitando a intervenção adequada dos gestores no processo operacional.

O problema é que a maioria das empresas ainda está longe deste estágio de competitividade fomentado por investimentos corretos em TI.


E na sua empresa é diferente?

O que fazer? Discutiremos isso nas próximas postagens.