Ele diz não.. não e não!

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As voltas com a empresa provedora de Banda Larga para o nosso escritório, há um ano atrás contratamos a TV por assinatura por conta da Copa do Mundo. Tempos depois, por falta de uso, decidimos cancelá-la. Além do desgaste habitual, já que estes provedores se recusam terminantemente a cancelar o que quer que seja. Vamos transferi-lo para a nossa célula de retenção e coisa tal. Todos já passamos por isso. Depois de idas e vidas e atos e desatinos, a agente da central de atendimento disse que precisaria agendar uma visita para que se retirasse o equipamento de nosso escritório (imagino que se tratava o decodificador). “Acontece que não temos nenhum equipamento instalado, nosso plano era o básico”. “Sim senhor, mas precisamos fazer uma visita técnica para constatar isso”. “Constatar o que? Que não tem o equipamento? Isto eu já estou lhe dizendo”. “Sim, mas nosso sistema exige uma visita técnica”. “Ué, mas o sistema não diz que não temos o equipamento instalado?”. “Senhor, precisamos fazer uma visita técnica”, encerrou o assunto a agente. Entre “visitas não produtivas”, que são aquelas que o técnico vem na hora que ele quer e você, por razões de trabalho não poderia estar lá de jeito nenhum, cobranças indevidas e muito estresse, descobrimos qual o problema: o sistema para cancelar, exigia o relatório da visita técnica, fosse ela necessária ou não. Logo se não se agendasse a visita, não teria o relatório da visita, sem relatório da visita, nada de cancelamento. Marcou-se novamente a visita e para garantir que desta vez seria produtiva lá fiquei eu de plantão na segunda-feira passada de manhã no escritório. Meio-dia em ponto chega o técnico. “Eu sou da empresa tal e vim retirar o equipamento”, disse-me ele. Qual? Perguntei, “Como assim qual, o senhor não tem um equipamento?”. Não, eu disse, já falei isso algumas vezes na central de atendimento. “Então o que eu estou fazendo aqui?” Perguntou. Sei lá, acho que é para verificar que eu não tenho equipamento aqui. Bem, ele se comunicou com o rádio com a central. Minutos depois veio o veredicto. É nosso sistema diz que o senhor não tem equipamento nenhum. Então esta tudo bem. Vou preparar o relatório. Ainda não sei se o problema foi resolvido, mas prometo contar a vocês.

Sistemas de informação vieram para fornecer subsídios e orientação. Mas o que fazer quando assume personalidade e decide errado ou quando fornece informações corretas mas o processo não funciona?