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Perdendo as esperanças: quem educa os pais das crianças?

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Algumas vezes eu me lembro que além de cliente de empresas
ou consumidor de produtos, faço parte da sociedade brasileira. Ou seja somos
cidadãos brasileiros e consequentemente clientes do estado. Pois é. Hoje em 45
minutos de exercício físico, correndo e andando pelas ruas do meu bairro eu
pude ter uma ideia quanta coisa falta para que possamos ter uma sociedade mais
evoluída.  Vamos tomar como exemplo a tal
lei do trânsito. Aquela que regulamenta a convivência entre pedestres,
carroceiros ciclistas (inclusive os motociclistas) e demais veículos
automotores.  Já que nós, os cidadãos,
carecemos de uma base de educação mais sólida, e isso não tem nada a ver com
classe social, o governo ao invés de trabalhar o sistema educacional para que a
partir das crianças , adolescentes e até adultos pudessem entender o que
significa respeito ao próximo, não, resolve educar na marra, através de leis.
Sabemos que em geral leis não educam, disciplinam. Talvez no caso brasileiro
seja também uma alternativa.  Mas ainda
temos alguma dificuldade de ver resultados práticos e perenes.

 

Leis  no Brasil  nem sempre pegam. Isto porque fomos nos
acostumando que só temos direitos, nunca deveres. Logo quando uma lei nos
impões restrições ao comportamento, simplesmente fingimos não existe e a
ignoramos.  Pior, usamos somente os eventuais
direitos que ela traz e não  assumimos quaisquer
obrigações.  Na tal lei do trânsito não
foi diferente.

 

Vamos as minhas observações e conclusões.

 

O legislativo, bem, este por questões óbvias eu prefiro nem
comentar. Se ele representa alguma coisa, é exatamente a ausência de decoro.
Pelo em um número maior que o desejado de deputados ou senadores que não deviam
estar lá mas estão. É um péssimo exemplo para o povo em geral.

 

O executivo, cuja obrigação é colocar em prática as leis
coloca uma série de desculpas para não cumprir corretamente seu papel. No nosso
caso, se observarmos as ruas, a grande maioria não têm faixas de pedestres, algumas
têm mas destruídas.  As que têm, em sua
maior parte, estão posicionadas em lugares que facilita o motorista não
respeitá-la.  Se o estado não cumpre o
seu dever, porque o cidadão deveria. E os cidadãos em geral  que já não gostam da lei, aproveitam a
desculpa e não cumprem mesmo. 

 

Na ânsia desesperada de mostrar serviço, o órgão de trânsito
espalha faixas  por todos os lados
supostamente educando os motoristas e pedestres. Esquecem que o pedestre tem
preferência nas faixas quando da inexistência de semáforos. O pedestre, que já
gosta de atravessar em qualquer lugar, lê apenas que ele tem preferência e
continua a atravessar em qualquer lugar. 

 

Seguindo uma onda mundial de sustentabilidade nos
transportes, o governo para incentivar o transporte não poluente, incentiva a
bicicleta. Cria ciclo-faixas de domingo e dos dias normais. O ciclista tem
preferência. O indivíduo em cima da bicicleta aproveita a abrangência da
afirmativa e se considera ora veículo ora pedestre. Daí faz sinal de pedestre
quando esta montado na bike e atravessa na faixa, quando deveria desmontar.
Anda na contramão, pois acha que pode. Anda na calçada quando lhe dá na telha.
Não respeita semáforo, nem os de pedestre nem os de veículos. E o órgão de
trânsito  para dizer que está educando
contrata sinalizadores com uma bandeirinha avisando que o ciclista tem que
parar no semáforo. Patético!

 

Existem outros tantos fatos nesta linha que a mera
observação cotidiana irá constatar. Mas vamos ficar por aqui. 

 

Fazemos parte de uma sociedade que infelizmente ainda só
entende direitos e faz vista grossa para as obrigações.  A gente vê crianças levando bronca dos pais,
como eu vi outro dia, porque pede para o pai desmontar da bicicleta para
atravessar a rua na faixa, e o pai diz que isso é besteira. 

 

Precisamos educar as crianças. Mas quem vai educar os pais?

 

Até a próxima!!!

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