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São Paulo, Brasil - 29 de janeiro de 2022, 00:55

RESENHA: 1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer (Patricia Schultz)

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O início de cada ano é normalmente um período de férias. E férias combina com viagens! Sendo assim, aqui vai uma boa dica para aproveitar este período ou, pelo menos, uma ótima referência para planejar as próximas férias e viagens. 


O livro 1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer” da norte-americana Patricia Schultz é daquele tipo que todo mundo deveria ler e consultar regularmente. Apesar de não gostar do título (que depois acabou virando uma “febre”), este livro é muito interessante e vale a pena ter um exemplar em casa. Afinal, quem nunca sonhou em viajar pelo mundo todo? Enfim, este é um livro que combina com os amantes por viagens. E livros, é claro!

 

A proposta principal do livro está estampada na capa – “Um guia para toda a vida”. O objetivo é apresentar lugares para você conhecer nos  próximos anos de sua vida. Um convite para sonhar e, principalmente, executar seus sonhos com suporte.

 

E a frase “A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares e momentos capazes de tirar nosso fôlego”, atribuída a um anônimo e descrita na introdução do livro, incentiva ainda a leitura. Enfim, uma verdadeira viagem literária por alguns dos lugares mais interessantes do mundo, suas atrações turísticas e vários motivos para conhecê-los.

 

A nota da edição brasileira comenta que o livro já havia sido editado em 18 idiomas desde o seu lançamento em 2003 nos EUA. Além disso, a editora SEXTANTE teve o cuidado de adequar o projeto do livro para atender ao máximo possível aos interesses do leitor brasileiro. Isto transforma este guia em uma referência altamente recomendada para o planejamento e seleção de destinos turísticos e acesso aos serviços desde o Brasil e também no exterior.

 

O guia é dividido nos seguintes capítulos: Europa, Estados Unidos e Canadá, Brasil e América Latina, Caribe e Bahamas, África, Oriente Médio, Ásia, e para finalizar, Austrália, Nova Zelândia e Ilhas do Pacífico. Além disso, o guia possui ainda um guia temático e um guia geral, o que facilita as eventuais consultas em qualquer momento. Obviamente, as referências dos lugares obedecem a um critério de escolha e gosto pessoal, por isso a autora teve que ser seletiva, seria impossível incluir todos. Em alguns casos, a análise é superficial, mas sempre com excelentes recomendações que dão credibilidade às sugestões do guia.

 

No nosso caso, o Brasil é muito bem representado com vários locais e atrações, que cobrem o país de norte e a sul, fugindo dos lugares comuns do Rio de Janeiro, apesar do grande destaque à Cidade Maravilhosa e ao estado do Rio. As lindas praias do nordeste, a arquitetura de Brasília e as cidades históricas de Minas Gerais são abordadas com bastante propriedade.

 

E segue a viagem pela beleza natural do Pantanal, Amazônia, Cataratas do Iguaçu, sem falar do Festival de Cinema de Gramado, entre outros locais. Vale citar que a descrição sobre São Paulo deixa um pouco a desejar pois fica restrita à gastronomia, MASP, Bienal Internacional de Artes e Hotel Fasano. Mas como disse antes, seria impossível falar de todo nosso país em um guia internacional.

 

Eu creio que viajar torna nossa mente cada vez mais curiosa, e expande nossa mente e nosso espírito. Uma vez que nosso horizonte se expandido dessa maneira, jamais poderemos voltar ao nosso tamanho original. Por isso, recomendo fortemente para os apaixonados por viagens que, mesmo que visitar todos esses lugares seja muito difícil, planejar e escolher uma viagem traz uma ótima sensação. O fato de se imaginar nos locais através dos detalhes lidos no guia já é uma viagem, Por isso, este livro é uma ótima referência geral, além de também ser muito útil para viajar para qualquer pais sem esquecer de visitar as atrações locais.

As indicações incluem desde atrações em países distantes cujos charme e mistério são inegáveis até outras mais conhecidas e aparentemente banais. Taj Mahal e a Capela Sistina são recomendações óbvias, mas o guia também sugere alguns pequenos restaurantes do Caribe, uma pousada simples na região vinícola da Toscana, ou ainda o célebre Oriental Hotel de Bangcoc.

No fim das contas, parece que o critério que Patricia Schultz escolheu é simples: um lugar deveria transmitir ao leitor um pouco da magia, da beleza e do passado do planeta. Pelo menos é isso que ela descreve em suas entrevistas, e podemos comprovar estudando cada local. Em todos os continentes, desde a atração mais conhecida e previsível até aquela pequena e mais discreta de cada destino. Pode ser algo de espiritual, como Bagan, em Mianmar, ou feita pela mão do homem, como Petra, a fascinante “cidade perdida” na Jordânia.

Todos esses são lugares que proporcionam experiências inesquecíveis. Patricia investiu sete anos para apurar os dados e escrever esta belíssima obra. No final, fica claro que cada um dos lugares apresentados no livro é capaz de servir de inspiração tanto para o simples turista curioso quanto para peregrinos, leitores e escritores de guias de viagens. O mundo é hoje um lugar pequeno, podemos acessar pela internet praticamente qualquer lugar do planeta. Mas os acessos, assim como os quilômetros que percorremos não traduzem os verdadeiros prazeres proporcionados pelas viagens.

Qualquer viagem está sujeita a frustrações pois as expectativas são grandes e, no final, tudo pode dar errado. Mas lembre-se: não existem viagens ruins, só boas histórias para serem contadas na volta. Viaje sempre vale a pena, sempre com um sorriso no rosto e gentileza com as pessoas. Afinal, quando você está visitando outro país, é você que tem os hábitos exóticos.

O mundo não cabe na palma da sua mão, mas este livro é uma bagagem essencial para qualquer pessoa, não apenas na sua mala mas também na estante de sua sala. Então, faça seus planos e boa viagem! 

Machu Picchu, Istambul, Veneza, Hawaí… Eu já fiz os meus!

Um abraço,


 
1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer

Patricia Schultz

Editora SEXTANTE – 2006 (729 páginas)

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